19 maio 2009

Off the record

Imagine-se que um membro do Governo fazia o mesmo que a professora-vidrada-em-sexo: um gravador digital na sala do Conselho.
Presumo que ficaríamos todos com muito má ideia sobre o processo de decisão política, como ficámos com péssima opinião sobre o que se passava na sala de aula.
Agora, leve-se a hipótese para todas as reuniões privadas que conhecemos ou imaginamos conhecer (como, por exemplo, uma encontro do Conselho Superior do Ministério Público).
Basicamente, iniciar um golpe de Estado está ao alcance do dono de um gravador.

Notas:

1 - Acho altamente reprováveis (e puníveis), as frases da docente em causa

2 - Imaginem o tal gravador em reuniões vossas ou conversas entre colegas de trabalho, ou chefias...

3 comentários:

  1. Haveriam sítios onde eu gostaria não só de por um gravador como uma câmara de vídeo também... mas não posso dizer que sítios seriam esses ...

    Pois bem, até Constância, já passou um ano, como é possível - ainda não sei quem são os convidados mas vou inquirir junto de quem de direito...

    Um forte abraço!!!

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  2. Não me parece que este caso se possa comparar a uma conversa entre colegas de trabalho ou de amigos. Estamos a falar de crianças com 12 anos e para mim não tem desculpa possível. Todas as profissões têm bons e maus profissionais, esta é muito fraquinha. Para não falar daquela arrogância com que a Sra. revelou o curriculo e a forma como todos a deviam tratar. Achei deplorável.

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  3. A nota 1, mostra a minha opinião sobre a atitude da docente.

    A nota 2 não fala em conversas de amigos, mas em reuniões de trabalho entre chefias ou colegas.

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"O recurso ao anonimato é um mecanismo de cobardia e um instrumento de invejas e vinganças, muitas vezes violando a lei. É a transposição para a Internet de um mundo que existe cá fora, mas que até agora ficava dentro da cabeça das pessoas e nas conversas de café."