13 junho 2009

Esqueceu-se durante 10 anos

José Sócrates corrigiu este ano quatro das suas declarações de rendimentos entregues no Tribunal Constitucional como ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território e como deputado, em 1999, 2000 e 2001.
Os aditamentos, assinados pelo primeiro-ministro a 24 de Março deste ano, revelam o montante do seu rendimento anual como trabalhador dependente em cada um daqueles anos: o valor, que era omisso nas declarações daqueles anos, oscila entre 79 302 euros, em 2000, e 82 045 euros, em 2001.
As correcções deram entrada no Tribunal Constitucional a 2 de Abril passado e estão acompanhadas de uma carta do chefe de Gabinete do primeiro-ministro, dirigida à secretária-geral do TC.
"Tendo o senhor primeiro-ministro constatado a falta de indicação, por lapso, em declarações anteriores, de rendimentos do trabalho dependente relativos a vencimentos como ministro e deputado, junto envio (...) aditamentos a essas declarações anteriormente apresentadas, respeitantes à renovação anual daquelas declarações como ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território, em 22 de Novembro de 2000 e 12 de Dezembro de 2001, à cessação de funções como ministro, em 6 de Abril de 2002, e ao início de funções como deputado da Assembleia da República, na mesma data."

3 comentários:

  1. O problema é do lapso. Já os muitos idosos que não costumavam fazer IRS foram este ano multados e obrigados a apresentar as declarações dos últimos anos, o pior é a estes ninguém perdoou o tal lapso.

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  2. Corrigiu?

    Que grande falcatrua, fosse isto feito por um pobretanas qualquer estava feito ao bife..

    Quando é que estes Aldrabões são julgados por toda esta panóplia de corrupção que fazem neste país?..

    Portugal, a quem tu estás entregue.

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  3. "Ai Portugal, Portugal!... De que é que estás à espera!..."

    Amigo da Sopa

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"O recurso ao anonimato é um mecanismo de cobardia e um instrumento de invejas e vinganças, muitas vezes violando a lei. É a transposição para a Internet de um mundo que existe cá fora, mas que até agora ficava dentro da cabeça das pessoas e nas conversas de café."