16 julho 2009

As despedidas são por norma emotivas

Quando se trata da "minha rapaziada", a coisa chia fininho, afinal é quase uma década a partilhar o que a vida tem de melhor e pior.
Um dia destes, num abraço sentido em que ouvi num sussuro «obrigado por tudo» mesmo junto ao ouvido, disfarcei estupidamente a emoção, com um pedido para que o meu amigo "Xoné" apontasse o meu número de telemóvel num papelito e andasse com ele na carteira, pois os telemóveis do rapazola em questão, perdem-se, são roubados e substituem-se com uma facilidade extraordinária.
Com a surpresa que podem imaginar, ouvi o meu número seguido de um "sei-o de cor, stôr!"
Nada de extraordinário, mas para alguém que mal sabe ler...
A propósito, quantas pessoas sabem o meu número de cor? E o vosso?

3 comentários:

  1. Pelo menos eles sabem dar o devido valor e fazem uma justa avaliação.Continua a ser como és.

    ResponderEliminar
  2. São atitudes e pessoas como tu que fazem, não as instituições diferentes, mas os institucionalizados felizes e com projectos de vida centrados nos seus interesses, graças aos aplausos ou aos ralhetes de quem os espera! O memorizar este nº de telemóvel remete-nos claramente para “a importância de ser amado”!
    PARABÉNS!!

    ResponderEliminar
  3. Obrigado. São as pessoas que contam!

    ResponderEliminar

O ENCLAVADO - um blog individual com cada vez mais leitores - agradece os comentários de todos os visitantes, estimula o debate, aceita e agradece opiniões, correcções e sugestões. Mas não aceita comentários incompreensíveis, que tenham acusações de ordem criminal a terceiros ou linguagem grosseira e ofensiva. Aqueles que quiserem insultar gratuitamente pessoas identificadas, confundindo liberdade de opinião com libertinagem, podem continuar a descarregar as suas frustrações, mas as mesmas não serão validadas. Muito obrigado!


"O recurso ao anonimato é um mecanismo de cobardia e um instrumento de invejas e vinganças, muitas vezes violando a lei. É a transposição para a Internet de um mundo que existe cá fora, mas que até agora ficava dentro da cabeça das pessoas e nas conversas de café."