15 setembro 2009

Bálsamo Africano

Há uns anos atrás, numa das minhas incursões à feira dos 23, resolvi ouvir com atenção por mais de um minuto, um anunciante da "banha da cobra".

Tratava-se de um senhor experiente nestas andanças, com vários produtos que tratavam quase tudo (calos, prisão de ventre, calvice, enxaquecas, hemorróidas e frieiras...).

Na altura andava com uma mazela na perna que viria a confirmar-se como micro-rotura muscular. Nada que descanso, algum gelo e uma pomada para aliviar as dores não tratassem.

Ora aqui o artista resolveu comprar um tal "bálsamo africano", que tratava entorses, traumatismos, roturas, cãimbras e acho que pé-de-atleta...

Resultado? Um calor na perna a cada aplicação, um cheiro pestilento e quinhetos paus a menos no bolso.

Estavam à espera que aquela mistela me tratasse só porque o vendedor era experiente e tinha lábia?

Otários! Ainda assim, bem menos do que eu!!!

Mas a propósito de vendedores de "banha-da cobra"...

Ouço argumentos a enaltecer o PM em comparação com MFL, em torno da falta de resposta pronta, de algum desacerto na palavras escolhidas, ou mesmo dificuldades em fazer passar o seu pensamento em poucas e rápidas palavras.

Preferem alguém que prepara cuidadosamente as respostas a dar, medidindo cada palavra e exigindo saber previamente quais as perguntas que lhe serão colocadas, ainda que soe a falso e nos vá enrolando há já tantos anos?


3 comentários:

  1. Tivesses pensado em comprar antes de irmos comer as bifanas e os branquinhos.

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  2. Passadas umas feiras, esteve quase a levar com as canadianas nos corniches.

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  3. Ainda há quem se lembre...

    Foi pena ter ficado pelo quase.

    Abraço.

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"O recurso ao anonimato é um mecanismo de cobardia e um instrumento de invejas e vinganças, muitas vezes violando a lei. É a transposição para a Internet de um mundo que existe cá fora, mas que até agora ficava dentro da cabeça das pessoas e nas conversas de café."