Ninguém com lucidez pode responsabilizar este governo que apenas tem 3 meses de acção, por o país estar à beira da bancarrota e se descobrirem novos buracos financeiros a cada momento, pois a credibilização perante os mercados, para pagarmos juros mais baixos, não se consegue de um dia para o outro.
Ninguém com capacidade de análise pode gostar de ver o nosso país com tantos pobres e desempregados, com o consumo a um nível baixíssimo (pessoalmente, sempre achei que consumíamos em exagero, tantas lojas, tantos sacos nas mãos, tantas horas nos centros comerciais) e sem investimento público a funcionar como motor para a economia.
Mas alguns dos cortes terão efeito a médio/longo prazo (as fusões e extinções de institutos e fundações, por exemplo, ou a privatização de empresas que dão prejuízos crónicos) e temos que acreditar que daqui a dois anos (antes acho que é utopia e os governantes apenas falam disso para a malta não desesperar) a hemorragia estará completamente estancada e os primeiros sinais estarão à vista. Espero eu e esperamos todos...
Com tudo isto, aguardemos que os académicos que estão com as pastas da economia e finanças, consigam aplicar os modelos teóricos que tanto sucesso fizeram nas suas carreiras universitárias.
Até lá, vamos gemendo e ganindo, mas sempre atentos para que os nossos sacrifícios não estejam a servir para outros trocarem a frota dos seus ministérios ou colocarem dinheiro em "off-shores".
Se as nomeações desnecessárias com ordenados chorudos e os gastos exagerados forem um abuso, fora com eles!!!
Até lá, fé e confiança, pois os gregos não devem passar o Natal no Euro e se não formos arrepiando caminho, em breve estaremos a seguir-lhes as pegadas e a lamentar não termos tido mais austeridade em tempo útil.
O arrepiar caminho para si é somente subir os impostos e serem sempre os mesmos a pagar a crise? Onde está o corte nas despesas do Estado? Onde estâo as propostas para o incremento da nossa economia?
ResponderEliminarJá tem o númeroo de nomeações deste Governo em dia? Já ultrapassa as 1000 e ainda a procissão não chegou à portagem...
Abra os olhos enquanto é tempo e vá ouvindo os ilustres dos 2 partidos da coligação de direita a condenarem esta actuação do seu Governo. Onde estão as medidas do do Alvaro, porque as da Assunção já as conhecemos...fora com as gravatas e subam as saias, está bem?
Os impostos começaram a subir há vários meses e os cortes nos vencimentos também já são do tempo do "quase engº", mas realmente apenas mais do mesmo, não!!!
ResponderEliminarSó que o apenas parece que não se está a aplicar, pois cancelar nova auto-estrada Lisboa-Porto, TGV e aeroporto são medidas que cortam na despesa, certo?
Reavaliar as parcerias público/privadas e cancelar algumas também reduz a despesa.
Obviamente que reduzir o número de assessores e despesas de representação também foram medidas de louvar, já outras reduções demoram o seu tempo (extinguir empresas municipais, fundir outras, extinguir fundações ou deixar de as apoiar, fechar institutos, etc, só terão resultados visíveis daqui a algum tempo pois até lá é necessário pagar idemnizações, subsídios de desemprego...
Quanto às nomeações, infelizmente há muitos cargos de confiança política onde é fácil colocar areia na engrenagem e são necessárias pessoas "da mesma cor", mas nomear em exagero é péssimo.
Aliás, nesse aspecto o PS foi rei e senhor, pois estes agora têm um site onde vão colocando os nomes, os cargos e os vencimentos de quem nomeiam, já o "quase eng" só alguma comunicação social ia descobrindo tantos boys que por lá se passeavam.
«O PS é um pouco um partido intermitente, quando está no poder ou próximo de o ser usa muito a rosa, quando está na oposição e distante do poder usa o punho», afirmou o secretário-geral PCP, Jerónimo de Sousa
ResponderEliminar