01 setembro 2011

Nós portugueses...

Os portugueses dizem à boca cheia que a culpa do seu e da sua proverbial mediocridade é da inveja (dos outros), sentimento que pelos vistos (os outros) são especialmente atreitos.

Ora, quanto mais ambicioso é um desempenho, maior será a “reacção” alheia (inveja) e essa coisa até poderá causar algum incómodo ou inquietação.

É assim que, como profilaxia ao conflito, o português prefere então não fazer nada: é usual escutarmos lamentos dos derrotados, vítimas da inveja. O fenómeno, que actua nos portugueses como se de uma praga se tratasse, amputa-lhes pela raiz a quaisquer resquícios criatividade ou ambição. O sentido de responsabilidade é a cedência final da vítima, vencida pelos envenenados olhares dos seus colegas, adversários ou concorrentes.

Sendo "a inveja", como "o ódio" ou "o amor", um inevitável sentimento humano, transversal a todas as raças ou credos, pergunto-me afinal como agem os indivíduos de outros povos mais bem sucedidos, onde a iniciativa, o empreendedorismo ou a excelência são propósitos vulgares e por tantas vezes compensadores? Presumo que o que os distingue de nós é o pragmatismo e a coragem com que se empenham nos seus projectos, em contraste com a nossa proverbial pieguice e... o nosso medo, o mais perverso dos sentimentos. O medo é que nos tolhe: afinal somos é uma cambada de medricas.

6 comentários:

  1. Não esquecer que a Inveja, e o òdio só faz mal a quem o sente.

    Porisso o melhor será não deixar desenvolver nenhum desses sentimentos.

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  2. A começar por você!!!

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  3. Quem tem tanta necessidade de falar como o senhor fala, só quer dizer uma de duas coisas: ou é fraco de espirito ou não aguenta aquilo que é na verdade!

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  4. Atenta aos bastidores01 setembro, 2011 20:18

    Vá, liberte lá mais um bocado que lhe faz bem...

    Afinal, o JPG estava cheio de razão e as carapuças enfiam-se que é uma maravilha.

    Comentários com um minuto de intervalo. A inteligência não é muita.

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  5. Olá, a "coisa" está animada.

    15:17 - Bem visto!

    17:57 - É só nervos?

    17:58 - "Necessidade de falar"? Pode sempre não ler, mas como não consegue deixar de passar por aqui, sempre vai fazendo alguma introspecção (precisa de dicionário?).

    20:18 - Carapuças? Limitei-me a passar para o teclado um pensamento generalista. Já agora, até foi adaptado do blogue "Corta-fitas"

    Definitivamente, quem tem o rabito preso, pensa que uma corrente de ar, é um furacão que se formou apenas para a atacar.

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  6. "Ora, quanto mais ambicioso é um desempenho, maior será a “reacção” alheia (inveja) e essa coisa até poderá causar algum incómodo ou inquietação."

    Acredito que é mesmo por causa disto que muitas empresas portuguesas não vinguem, ou até a relação empregado/patrão seja azeda. Parece que temos de estar sempre insatisfeitos por ver alguém bem sucedido na vida, e até mesmo bem sucedido e a pagar-nos o salário.

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"O recurso ao anonimato é um mecanismo de cobardia e um instrumento de invejas e vinganças, muitas vezes violando a lei. É a transposição para a Internet de um mundo que existe cá fora, mas que até agora ficava dentro da cabeça das pessoas e nas conversas de café."