25 setembro 2012

E se de repente...

... as pessoas se tornassem ecologistas, adeptos da investigação científica, das colecções de arte, da casa real, de música e tudo o que é suportado pelas fundações que o governo decidiu deixar de apoiar (ou reduzir o apoio)?

Não é que as redes sociais estão cheias de malta zangadíssima por cortarem no apoio à Fundação Mata do Buçaco ou à Fundação Paula Rego (deve ser do nome...).

Pois é, mas não eram essas mesmas pessoas que queriam que o governo cortasse nas Fundações (ou só podiam cortar nas que não envolvessem pessoas, arte, cultura, ciência, natureza, etc...)???

Arre que é demais!!! Primeiro fazem a porcaria e depois não deixam que a limpem???

TSU, nem pensar!!! Cortes nos subsídios, nada disso!!! Aumento de IRS, era o que mais faltava!!!

Há uma cambada de palermas que acha que se equilibram as contas públicas sem cortar nas despesas e/ou aumentar as receitas.

O problema é que quem pensa assim trouxe o país até ao ponto de pedir ajuda internacional.

Nota: não consigo concordar com algumas (muitas) medidas deste governo, mas não suporto ouvir críticas a tudo o que se propõe fazer. Afinal alguma coisa precisa ser feita, caso contrário...

Façam um favor, analisem as propostas alternativas que os vossos líderes partidários apresentam e debatam sobre elas, mostrando os seus aspectos positivos!!!

Opssss! Esqueci-me que ainda as estão a estudar e nunca chegam a apresentar nenhuma...

Frustrados da treta que pensam pela cabeça dos outros, só porque eles são da mesma cor política. 

Deixo aqui um desafio: pago um almoço ou jantar a quem se dignar identificar, apresentar alternativas sérias, credíveis e fáceis de comprovar que sejam capazes de equilibrar as contas públicas. Durante o repasto podemos falar sobre essas medidas e prometo que no final, se ficar convencido, ponderarei seriamente filiar-me pela primeira vez no partido político que as implementar (seja qual for, até o PCTP/MRPP ou o MIRN).

P.S. - não vale dizer "não pagamos!" e que nos devemos marimbar para a Troika. Também não vale apontar despesas com ex-governantes e outras mordomias, pois ainda que sejam moralmente inconcebíveis, os seus resultados práticos são reduzidos (principalmente no curto prazo - aquele que nos interessa para reduzir o défice).

Pronto! Já descarreguei!!! Já escrevi um missal, cheio de notas e Post Scriptum. Até teve direito a desafio e promessa. Isto está lindo...

3 comentários:

  1. Eu acho muito bem, há fundações a mais, sempre houve e não há economia que aguente. Quem quiser as fundações com o seu nome que as subsidie, normalmente é assim que funciona...
    beijos

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  2. Eu acho mal é só irem eliminar quatro... Às carradas delas que há para aí...

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  3. Eliminaram 4, mas porque essas dependiam exclusivamente do Estado.

    Mas deram indicações a quem as tutelava para encerrarem mais trinta e tal.

    Além de cortarem uma percentagem grande em muitas outras.

    Pelas contas que apresentaram, reduzirão em cerca de 55% o dinheiro dos nossos impostos para Fundações.

    Provavelmente daqui a uns tempos farão ajustes (cortar mais em algumas e aumentar verbas em outras), mas por algum lado se devia começar.

    Claro que nem tudo estará certo, mas mal saem as notícias de cortes, começarem a chover críticas "porque o governo é contra o ambiente, a cultura, a arte...).

    Haja pachorra!

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"O recurso ao anonimato é um mecanismo de cobardia e um instrumento de invejas e vinganças, muitas vezes violando a lei. É a transposição para a Internet de um mundo que existe cá fora, mas que até agora ficava dentro da cabeça das pessoas e nas conversas de café."