27 janeiro 2013

A orfandade dos “Jotas”


A malta mais nova do PS não se revê numa liderança que não é capaz de passar por cima de valores éticos, para chegar ao poder rapidamente.

Estiveram “na maior” muito tempo e agora, a sombra está muito fria, daí que queiram voltar para o seu “lugar ao Sol” rapidamente.

Trataram então de aceder à orquestração do “aluno de Erasmus de Paris” para abanar o Seguro e preparar terreno para o próximo líder, que com uma voz mais firme os fará acreditar num regresso ao poder antes mesmo de deixarem de poder usar o cartão jovem.

Primeiro vem o ex-minitro de “Sócas”, Silva Pereira, incendiar as tropas para que se marque um congresso antes das eleições autárquicas (onde se prevê uma estrondosa vitória do PS), para que o eventual novo líder possa desde logo colher os frutos e ser o impulso para outros voos. 

A Ana Gomes lá vai dizendo que não faz sentido que o congresso seja antes das eleições autárquicas, mas são muitos os “Vitalinos Canas” que têm pressa de ver “rei morto, rei posto”.

Com tudo isto, Seguro convoca a comissão política de urgência para tentar contar espingardas e faz figuras como a “qual é a pressa?”, repetida até à exaustão.

Mas falemos dos eventuais candidatos a líder…

António José Seguro - chegou a líder, mas perdeu o pouco carisma que tinha e deve ter tomado a outra metade do xanax que o Luís Filipe Meneses deixou, pois ambos eram uma coisa antes e apenas uma sombra no momento crucial.

António Costa – estranhamente não se assume como candidato à Câmara de Lisboa, embora sendo o socialista eleito no cargo mais importante e tendo tempo de antena todas as semanas na “quadratura do círculo”, está mortinho para ser Primeiro-Ministro.

Francisco Assis – já foi à luta, perdeu dignamente e tem o “terrível defeito” de pensar pela sua cabeça, o que já o fez apanhar umas chapadas em Felgueiras…

José Sócrates – deve estar a acabar a massa lá por Paris e começa a perceber que com a volta de Portugal aos mercados, em breve poderá vir e esturrar outra vez uns milhões à malta.

João Soares – com esta doença do pai, pode haver um “último desejo” e o Joãozinho dos diamantes/marfim da UNITA que caiu num avião em plena Jamba em 1989, aparecer como o símbolo do verdadeiro punho socialista “quem não souber ler, tem o punho para ver” – frase que ouvi repetidamente em pequeno.

De todos, prefiro o Assis, mas falta-lhe o apoio dos barões (Manuel Alegre, Almeida Santos e outros…)

P.S. - também não me importava que ganhasse a deputada que acusou 2,4g/L ao soprar o balão, sempre podia descer o preço dos "cornetos"

2 comentários:

  1. Olá! Com tanto para fazer esta semana, não tenho tido tempo para passear pelo teu cantinho. Já li tudo o que faltava. Como sempre, um dos poucos blogues que mais me dá prazer ler por todos os assuntos pertinentes e inteligentes que aborda.
    Bom domingo!!!!

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  2. Obrigado Elisabete!

    É bom saber que os temas agradam, embora cada um tenha a sua opinião, pelo menos serve para que as pessoas pensem e refutem (ainda que a maioria o faça apenas mentalmente).

    Beijinho e boa semana!

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"O recurso ao anonimato é um mecanismo de cobardia e um instrumento de invejas e vinganças, muitas vezes violando a lei. É a transposição para a Internet de um mundo que existe cá fora, mas que até agora ficava dentro da cabeça das pessoas e nas conversas de café."