02 fevereiro 2013

Apetece dizer: "que merda é esta?"

A semana terminou com um balanço trágico e não me refiro ao incêndio na discoteca que matou centenas de jovens no Brasil ou ao acidente de autocarro que ceifou mais de uma dezena de vidas e deixou mais algumas "presas por um fio".

Refiro-me principalmente a dois casos em que os pais assassinaram os filhos.

Os nossos bens mais preciosos, aqueles pelos quais éramos capazes de enfrentar uma multidão ou desafiar a razoabilidade, mortos às nossas próprias mãos.

Começa a ser recorrente este tipo de situações, mas ultimamente a incidência é maior (ou mais mediática) e ninguém pode ficar indiferente a uma mãe que envenena dois filhos de 11 e 12 anos, (com o pormenor sórdido de ter posto o veneno mortal em bolos) e depois comete suicídio (asfixiando-se com um saco de plástico).

Mas ainda ficamos mais desconcertados quando em plena rua de Beja, um homem com uma arma de fogo dispara sobre a mulher e o filho (consta que este se colocou à frente para proteger a mãe), acabando por  causar a morte ao rapaz de 14 anos.

Se um parricídio custa a aceitar, serem os progenitores a matar os filhos (nem sei se existe expressão para tal acto - antónimo de parricida), quase nos leva a duvidar da ordem das coisas, se é que me faço entender...


3 comentários:

  1. No 1º caso, a mãe sofria de depressão profunda. Não te esqueças que as doenças psiquiátricas são piores do que as físicas. Acredito que ela não estava consciente do que estava a fazer.
    Bom fim de semana

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  2. Ninguém em perfeito estado mental/emocional faria uma coisa daquelas.

    Mas ultimamente há mais gente com problemas, ou quando têm problemas resolvem-nos dessa forma?

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  3. Agora a depressão serve de desculpa para tudo. Faz lembrar que antigamente quando uma criança se portava mal era chamada de mal educada, agora são hiperactivos.

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"O recurso ao anonimato é um mecanismo de cobardia e um instrumento de invejas e vinganças, muitas vezes violando a lei. É a transposição para a Internet de um mundo que existe cá fora, mas que até agora ficava dentro da cabeça das pessoas e nas conversas de café."