17 junho 2013

Das greves e dos exames...

- É necessário ajustar o Estado Social à riqueza produzida no país e passa por despedir funcionários públicos, cortar subsídios de férias e Natal, baixar salários, aumentar o nº de horas de trabalho semanal, etc...

- Mas é igualmente necessário (e mais correcto eticamente), reduzir os índices de corrupção, responsabilizar criminal e financeiramente quem depauperou e depaupera as contas públicas, ajustar contratos de Parcerias Público/Privadas e outros, enfim, mexer nos tais acordos que estão blindados (pelo que o governo diz).

- Ou seja, este governo parece ter mais facilidade em contornar a Constituição, atacando os muitos que pouco têm, em detrimento dos poucos que tanto ganharam e ganham.

Por tudo isto, é importante que o país (e principalmente os governantes) entendam que não podem ser os funcionários públicos (e com maior incidência, os professores, por serem a classe mais representativa - cerca de 100 mil em 600 mil no total de FP).

Resumindo e baralhando, não fui escalonado para ser vigilante, júri ou coadjuvante no dia de hoje, pelo que apenas teria que me apresentar às 8:15 na escola para (se necessário fosse), substituir algum dos colegas que estando escalonado, fizesse greve. Por outras palavras, entraria no que considero imoral (substituir um colega em greve, desvirtuando o próprio conceito e propósito da greve), pelo que resolvi não comparecer.

Perco um dia de salário, mas não há grande problema, pois a malta cá em casa gosta de sopa.

1 comentário:

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"O recurso ao anonimato é um mecanismo de cobardia e um instrumento de invejas e vinganças, muitas vezes violando a lei. É a transposição para a Internet de um mundo que existe cá fora, mas que até agora ficava dentro da cabeça das pessoas e nas conversas de café."