A paternidade parece ter deixado para trás o seu princípio ou vínculo natural-substancial e está cada vez mais a ser entendida como uma “opção” ou um “estilo de vida”, entre outras “possibilidades” ou “investimentos” à escolha no “mercado dos afectos”.
Deste modo, na família operando como “espaço de gestão negocial de afectos”, o exercício da paternidade deriva para uma “técnica de relacionamentos”, obedecendo à burocracia dos “direitos”, e assim, o filho-educando passa a ser percepcionado como um “objecto” e entendido como um “caso”, e a relação parental tende a constituir-se como um vínculo “procedimental” ou “contratual”.
Concordo plenamente. Digo muitas vezes que antes de orientar os miúdos eu tenho de orientar os pais. Somos seres humanos crescidos cada vez mais inseguros e inconstantes. Ser pai/mãe exige uma personalidade forte, não é intocável mas forte. Os pais querendo colmatar falhas estruturais e afectivas fazem a abordagem do 'Comprar' e o 'Facilitar'. Os miúdos ficam desregrados e desorientados. É assim o Mundo de Hoje... Beijoca
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