21 abril 2014

Apesar de...

Placas a indicar estrada sem saída nas ruas adjacentes, (embora dessem acesso a um hotel de luxo, a uma urbanização muito boa e a uma praia) placas a proibirem o trânsito aos "comuns mortais" e até uma cabine com várias câmaras de vigilância e um mamífero lá dentro com cara de poucos amigos...


 

... consegui entrar na Urbanização da Coelha, parei o carro, vi as mansões do Cavaco Silva, do Eduardo Catroga (os terrenos destas duas são confinantes), do Oliveira e Costa e de mais "artistas" do BPN.

Quando estava prestes a ser abordado pelo tal mamífero encarregue pela vigilância, expliquei que a Constituição Portuguesa permite a livre circulação de pessoas de bem em todos os espaços públicos e que no mês em que se comemoram os 40 anos sobre o 25 de Abril aquelas ruas não fugiam a essa vigência.

Ficou na "caserna" enquanto eu vociferava umas frases sobre o que penso das negociatas que levaram à aquisição daquelas mansões e à nacionalização de um banco que lesou milhares de milhões de euros a todos nós.

Disse-o alto e bom som (pois notava-se alguma movimentação atrás das sebes) e o meu filho ficou a perceber melhor o significado do Dia da Liberdade que se há-de comemorar esta semana.


4 comentários:

  1. Tanto gostava de estar presente...
    Mas estou a imaginar a cena...e a sorrir!

    Um abraço
    Álvaro José

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  2. Ai se eu lá estivesse com vocês! Era à Coimbra, lá nas águas, lembras-te?:)
    Convido todas as pessoas a pesquisarem sobre uma "coisa" a que chamam, os que linguajam Direito - como tanto aconselhava Gomes Canotilho - "1ª linha da ordem jurídica"... Justiça entre iguais!... Dá vontade de chorar a chorar, não de chorar a rir!
    Quanto ao Abril que é mais que um mês, sem ele estarias já em Peniche - não, não seria a comer uma valente cadeirada de peixe fresquinho! - ou, vá lá, em Caxias. Claro, a malta iria lá visitar-te, até pq ficarias barato, não fumas:). Ao Álvaro ficaria mais carito, as viagens ainda não são assim por conta. Ah, pois, talvez ele nem sequer estivesse no Canadá, pois não sei se nos deixariam respirar outros ares. Lembro-me que o cunhado mais velho teve que usar de estratagema apurado para lá ter ficado.
    Enfim, o filme que as cenas dariam:) A tua mulher a, "ó pá, Vê lá...", e tu, " vejo, vejo! Até me vou aproximar para ver melhor". O puto, o puto gosta de ver as coisas como são... por isso é que é Leão!
    Abraço

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  3. Eheheh!

    Acredita que senti uma força interior maior, precisamente por sentir que estamos a poucos dias de uma data histórica, onde tantos (desde logo o meu pai) tanto valorizavam, por terem sentido durante décadas o tolhimento social.

    Abraço!

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