29 novembro 2014

Epitáfio

- Não percebia porque te cansavas a trabalhar para ajudar os outros.

- Esclareceste que o ser é mais importante que o ter. Que seríamos mais felizes a trabalhar do que a viver de heranças.

- Dizias que obtinhas prazer em ser feliz, ao fazer o bem sem olhar a quem. Que te sentias um humanista, apaixonado pelas pessoas, enamorado pela vida, um ecologista seduzido pela natureza e atraído pela biofilia.

Na vida poucas coisas valem de facto a pena. O amor é essencial. Os amigos, a família e a nossa consciência, o estar bem connosco próprios, é fundamental.


O resto são insignificâncias.


A felicidade conquista-se, não no paraíso, numa vida sem dificuldades, sem dores nem desafios, mas na luta por valores em que acreditamos, com e por pessoas que valorizamos.


Tento ser um homem livre, pessoa capaz de ver diferente, de tentar olhar pelos olhos dos outros, com coragem para questionar verdades inquestionáveis, sem medo de ser incorrecto perante o pensamento considerado correcto.

- Afirmaste que tinhas prazer na vida que escolhias, nas chatices que ias enfrentando, nas críticas que te dirigiam.

Tive a sorte de receber genes com vontade de saber mais e educação para querer aprender com os melhores, daí ter "bebido" de fontes como Agostinho da Silva, cuja frase perpetuei no cabeçalho deste blogue.

A todos... um profundo agradecimento!

P.S. - não se esqueçam de continuar a questionar, pois aceitar passiva a bovinamente o que nos querem impingir, não nos tornará melhores pessoas 

2 comentários:

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"O recurso ao anonimato é um mecanismo de cobardia e um instrumento de invejas e vinganças, muitas vezes violando a lei. É a transposição para a Internet de um mundo que existe cá fora, mas que até agora ficava dentro da cabeça das pessoas e nas conversas de café."