07 maio 2015

Mudam-se os tempos...

A GNR a usar o mesmo "modus operandi" dos ladrões, antes dos assaltos. Esconde-se antes de dar o golpe. Chama-se a isto "acção pedagógica".


A GNR anuncia que estas são operações para prevenção de acidentes. Como é que eles podem evitar acidentes se estão escondidos como se fossem malfeitores? Ninguém os vê. 

Na Europa desenvolvida a polícia mostra-se nas estradas e com essa visibilidade evitam-se excessos de velocidade e manobras perigosas. Em Portugal escondem-se. 

Não lhes interessa, portanto, dissuadir manobras perigosas ou evitar acidentes nem sequer salvar vidas. Interessa-lhes apenas e unicamente caçar multas.

Tenho saudades destes tempos, em que faziam tudo "às claras" :)

2 comentários:

  1. João Pedro

    Aqui o sistema judicial chama a este método "entrapment", sendo um trap uma ratoeira, um laço ou um qualquer objecto usado para capturar algo. O uso desta pratica pela polícia é ilegal. Será só necessário em tribunal levantar dúvida do mesmo para que a multa seja anulada. Requisitar que o polícia em causa tenha que vir a tribunal em qualquer citação é facílimo basta mandar a multa pelo correio sem pagamento com uma cruz no respectivo quadradinho que lá existe requerendo tal. Os custos do tribunal são o selo no envelope e o dia de trabalho que perdes para ires a tribunal caso não te faças representar.
    Por aqui a polícia usa a sua visibilidade para a segurança nas estradas utilizando os seus carros aposentados com manequins fardados estacionados em zonas que querem amainar a velocidade. E se trabalha! Ho, e a custo zero para o cidadão.
    Sim , há diferenças, algumas bem grandes!
    Um abraço

    Álvaro José

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  2. "Copiar" as boas práticas é uma prova de inteligência.

    Às vezes, coisa rara por estas bandas...

    Abraço e obrigado pela partilha!

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"O recurso ao anonimato é um mecanismo de cobardia e um instrumento de invejas e vinganças, muitas vezes violando a lei. É a transposição para a Internet de um mundo que existe cá fora, mas que até agora ficava dentro da cabeça das pessoas e nas conversas de café."