Diário de um Parisiense,1969
A "enclavar" desde 2005, contra a imbecilidade de governantes e a passividade Lusa
12 setembro 2015
Como nos viam há 50 anos...
Diário de um Parisiense,1969
1 comentário:
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"O recurso ao anonimato é um mecanismo de cobardia e um instrumento de invejas e vinganças, muitas vezes violando a lei. É a transposição para a Internet de um mundo que existe cá fora, mas que até agora ficava dentro da cabeça das pessoas e nas conversas de café."
Tenho dito por aqui a alguns intolerantes luzidias, que também nós quando por aqui começámos a chegar parecíamos e éramos muito diferentes. Bastava o trajar para causar suspeita. O cachené, o avental, a boina e os penteados eram o que bastava para, indentificando-nos, causar pressentimento, desconfiança, descriminação e principalmente nos que são doentinhos ou incultos o boato, o racismo e o ódio.
ResponderEliminarNo entanto terei que afirmar que não chegávamos a procura de subsídios mas sim de trabalho, não escolhíamos aquilo que nos davam e na maioria dos casos éramos nós que oferecíamos o pouco que na nossa mesa havia aos nossos visinhos com quem nem sabíamos falar, aceitávamos que em Roma éramos Romanos e muitas vezes para não violar as leis dos que nos recebiam ignorantemente padecíamos sem exigir aquilo a que tínhamos direito. Alguns de nós por saudades àquilo que por aqui não havia, especialmente as relações humanas, ou por não aceitarem a sociedade que os acolhia regressavam, muitas das vezes sabendo o escárnio que os esperava, com o rabinho entre as pernas, uma mão à frente outra a traz. Nunca exigindo mudanças ou causando medo com ameaças de terror.
Em 1979 quando aqui cheguei depressa aprendi que quando procurásse trabalho (pois por aqui os empregos são escassos e o trabalho é muito) sempre mencionar que era Português. Isso muitas das vezes bastava e se não bastasse era pelo menos meio caminho andado. Tal não foi e continua a ser a nossa contribuição na sociedade que nos acolhe. Imagino eu que hoje com os nossos novos emigrantes altamente educados nas técnicas e ciências um dia destes não seja a nossa força braçal mas sim a nossa sapiência a razão para nos sentirmos orgulhosos como povo Luso de Norte a Sul e a qualquer longitude terrestre.
Um abraço
Álvaro José