15 outubro 2015

Resultados finais...

... Se não houver contestação.

A coligação PSD/CDS-PP é a força política mais votada com 38,57% dos votos e com 107 mandatos

O PS foi o segundo partido mais votado com 32,31% e 86 mandatos 

O Bloco de Esquerda com 19 mandatos e 10,19% 

A coligação CDU, que junta PCP e PEV com 17 mandatos e 8,25%

Ou seja, a PàF teve mais 6,26% que o PS e mais 21 mandatos. Mas dizem que perdeu.

Faltaram apenas 8 deputados para encher metade da Assembleia.

Confirma-se portanto que PS+BE+PAN ficam com menos deputados que a PàF.

Assim sendo, para ultrapassar os mandatos da PàF, obriga a entendimentos entre PCP, PEV, PS e BE (PSR + UDP + vários outros micro-partidos), o que está bem de ver será facílimo, dadas as "cabeças pensantes" e tantas ideologias diferentes, cada uma com o seu programa de governo.

Ainda assim, há quem considere que foi uma derrota, enquanto os verdadeiros derrotados, esperam constituir governo.

2 comentários:

  1. Bem, a verdade é que 61,43% dos que votaram não votaram na Coligação .
    E que se fosse pensável uma armonia na esquerda que ela tinha as condições necessárias para governar, bem ou mal, tinha,
    pois o povo deu-lhe os mandatos necessários para fazer e aprovar leis e orçamentos.
    Porquê o teu grande problema com a democracia?
    Reparando bem quais são as democracias no hemisfério ocidental, estáveis?
    E quando o povo é abrutalhado ainda pior.

    Um abraço
    Álvaro José

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  2. Pois, pela negativa também funciona :)

    Por exemplo, pela mesma ordem de ideias, cerca de 90% dos portugueses rejeitaram o programa de governo do Bloco, um pouco mais rejeitaram os da CDU e quase 70% rejeitaram o programa do PS.

    Se os programas fossem próximos (Bloco e CDU, são), até podia fazer algum sentido...

    Mas atendendo a que o programa do PS é incomparavelmente mais próximo do PSD/CDS do que da "esquerda mais à pontinha"... fará sentido a tal harmonia de esquerda???

    Talvez, mas nunca aconteceu - mesmo quando o PS precisava apenas de um deles para ter maioria parlamentar - e certamente não será à toa que agora essa abertura inédita se coloca...

    Não creio que um experimentalismo com 3 forças políticas compostas por ideologias e egos tão díspares (PS, PCP, PEV, BE que encerra nas suas fileiras PSR, UDP...) possa ter sucesso.

    Não me apetece "Sirysar" :)e acho que não tenho um grande problema com a democracia, mas entendo que numas eleições livres, quem tem mais votos... ganha.

    Se a "frente de esquerda" tivesse concorrido em uníssono, estaria muito bem entregue o poder, mas aí os portugueses escrutinavam um programa de governo e não 3 (com pontos tão distintos como a saída do Euro, a saída da NATO ou o incumprimento dos compromissos europeus).

    Abraço!!!

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