A enclavar desde 2005

«São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim, porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem.»
Professor Agostinho da Silva





08 outubro 2015

Não vale rir

O tal jornal de 1926 com referência à Festa...


Consegui a versão PDF do jornal completo. É enriquecedor ver como eram as coisas há 90 anos.

AQUI fica a versão completa...

Do amor...


07 outubro 2015

Do 5 de Outubro...

O feriado que se comemorava referia-se ao acontecimento de 1910, onde a Implantação da República Portuguesa foi o resultado de uma revolução organizada pelo Partido Republicano Português, vitoriosa na madrugada do dia 5 de outubro, que destituiu a monarquia constitucional e implantou um regime republicano em Portugal.

Não podemos esquecer que para que tal fosse possível, 2 anos antes houve um regicídio, onde juntamente com o rei, assassinaram o príncipe herdeiro.

Daí para cá deixámos de ter dinastias, embora alguns clãs se esqueçam disso (Soares, Barroso, Barbosa de Melo...) e a figura maior passou a ser o Presidente da República.

Mas não nos esqueçamos que o regime republicano permitiu 44 anos de ditadura... além de outras "maldades" que os governantes nos têm imposto.

Quanto ao outro 5 de Outubro, o tal que não se comemora e devia ser o dia de Portugal...

O Tratado de Zamora foi um diploma resultante da conferência de paz entre D. Afonso Henriques e seu primo, Afonso VII de Leão e Castela. Celebrado a 5 de outubro de 1143, esta é considerada como a data da independência de Portugal e o início da dinastia afonsina.


Curiosamente, ou não, comemora-se o fim da monarquia e não o seu início, que coincidiu com a fundação de Portugal. 

Salazar deu especial ênfase ao dia 10 de Junho, chamava-lhe "dia da raça", já Soares sempre puxou pelo 5 de Outubro, pois afirmava-se republicano.

Moral da história... para mim, 5 de Outubro faz sentido comemorar quando associado à fundação de Portugal em 1143.





Compreender o conflito Sírio

"Le Monde" faz uma descrição da situação na Síria, que pode ver no vídeo seguinte:



O vídeo dura 5 minutos e para quem gosta de saber o que realmente se passa, vale a pena!




06 outubro 2015

O povo não é, mas o autor da frase...


A superioridade moral da esquerda consegue irritar-me!

Como se fossem donos da verdade, da democracia, da liberdade e todos os que não pensam como eles serão forçosamente fascistas, anti-democratas, pidescos, ricos, não-trabalhadores, etc.

Desde quando é que ser-se de esquerda (a maioria não saberá o que tal significa), legitima a ser-se arrogante ou pedante?

Os tempos vão mudando e que que era, já não será tanto assim. Querem sempre fazer crer que a direita é o Salazar. Felizmente a maioria das pessoas não é parva e sabe bem distinguir.

Pessoalmente, entendo que só políticas com o rigor que a direita costuma conferir (em muitos casos também falha redondamente) impedem que no médio prazo a esquerda seja fundamental para impedir desgraças sociais.

Ou seja, a direita age preventivamente e a esquerda actua depois do mal feito.

Não concordo com um Estado paternalista, mas obviamente defendo um Estado Social com "serviços mínimos assegurados" :)

Percebem porque não me identifico com nenhum partido???

Quem é que pode confiar nesta gente???

Jerónimo de Sousa achou intolerável que Cavaco pensasse convidar o líder da coligação mais votada e simultaneamente do partido com mais deputados, para formar governo.

Tentou atirar com areia para os olhos, ao desviar as atenções por não ter chegado a 20 deputados e a 10% dos votos. De ter sido ultrapassado por um Bloco de Esquerda que mesmo tendo-se fragmentado (Ana Drago, Daniel Oliveira, Joana Amaral Dias, Rui Tavares, LIVRE, AGIR, etc...) conseguiu ultrapassar claramente a CDU, onde até o PAN conseguiu maior votação que o PEV (o tal aliado dos comunistas, cuja Heloísa Apolónia mostra não ter qualquer interesse em defender as questões ecologistas, preferindo o tempo de antena para repetir a "cassete" comuna".


Mas a Catarina Martins, em bicos-de-pés por ter conseguido um resultado surpreendente, embora não ultrapassando 10%, já tem o mesmo discurso.

Então não quiseram assumir compromissos antes das eleições, "desancaram" no PS forte e feio e agora dão a entender que afinal o povo votou maioritariamente neles todos, como se estivessem em uníssono???

Que palhaçada é esta???

A coligação CDU (PCP+PEV), a coligação PàF (PSD+CDS) e o BE (UDP+PSR+...) apresentaram cada uma apenas um programa de governo e foi esse que os portugueses sufragaram no domingo.

Tanto o PS como a CDU ou o BE tinham o seu próprio programa de governo, até antagónico em algumas questões fundamentais - saída do Euro, p.ex. - tiveram o seu próprio tempo de antena, fizeram a sua campanha eleitoral e participaram nos debates individualmente, em alguns episódios, com críticas ferozes.

Agora querem dar a entender que são todos iguais e os portugueses ao votarem num deles, é como se estivessem a votar nos outros todos. Tal é a ânsia de poder...

P.S. - em 2011 PSD e CDS concorreram separadamente e a coligação foi apenas pós-eleitoral, no sentido de assegurar governabilidade ao país, juntando-se o CDS ao partido mais representado na Assembleia da República (PSD), de forma a ter maioria parlamentar. Em 2015 a coligação PàF concorreu enquanto tal, apenas com um programa de governo, fazendo a mesma campanha eleitoral e participando em uníssono nos debates, daí que seja razoável entender-se que foram a força política que mais portugueses escolheram, tanto em votos, como em deputados (de resto, penso mesmo que terão faltado 8 para terem a maioria).

Para quem tiver paciência...

Segue um link onde podem procurar os registos de baptizado (correspondem aos nascimentos), de casamento e de óbito da paróquia de Ribeira de Frades, de 1727 a 1911.

O mais recente (1911) é mais perceptível...

Já o mais antigo requer persistência (com o treino começamos a perceber a letra)

Fica o link AQUI!

05 outubro 2015

Do "Chamuças"...

Fez um discurso no final das eleições que conseguiu ser tão claro como a campanha eleitoral que levou a cabo. 

Ou seja... ninguém percebeu a sua sinuosidade.

Por um lado, parecia que se tinha enganado e estava a ler o discurso previamente preparado para a eventualidade de sair vencedor das eleições. Por outro, parecia que não punha de lado um cargo de ministro. Por outra lado ainda, recusa demitir-se e não tem a humildade de reconhecer a vitória da coligação e o apoio do Tó-Zé Seguro por nunca  ter atraiçoado durante a campanha, mantendo o silêncio. Ficava-lhe bem!

Dos resultados...

O povo português falou, dizendo que a coligação de direita deverá governar, MAS agora com a preocupação efectiva de encontrar acordos e compromissos à esquerda!

Pode ser um perigo, se os políticos (de qualquer quadrante) colocarem os interesses pessoais e/ou partidários à frente dos do país.

Pode ser uma vantagem, para moderar algumas medidas e tentar que as boas ideias de cada partido possam ser efectivamente postas em prática.

Dados:

- A abstenção teima em não baixar! Devia dar que pensar aos políticos...

- Os partidos pequenos (com excepção do PAN) tiveram resultados irrisórios! Unir é melhor que dividir!!!

- A CDU teve mais um deputado, mas continua longe de resultados anteriores e sendo ultrapassada pelo BE, deve repensar caminhos, discursos e lideranças!

- O BE (para minha surpresa) conseguiu recolher os votos de muitos descontentes. Um pouco mais de humildade e poderia aglutinar os pequenos partidos...

- A coligação perdeu votos e mandatos, ainda assim, após 4 anos de medidas impopulares, continuou a ser a mais representada (faltaram 8 deputados para a maioria absoluta), sendo o PSD o partido com mais votos.

Para mim:

- Cavaco não terá dívidas em empossar Passos Coelho, enquanto líder da coligação com mais deputados e do partido com mais votos.

- António Costa depois de ter empurrado Seguro por ter ganho duas eleições (mas foi por margem pequena, como afirmou), não consegue recolher 1/3 dos votos e é o grande derrotado destas eleições. Falhou em toda a linha, até no discurso final, que não foi de derrota assumida, antes mostrando tiques do seu ex-líder e ex-amigo, actualmente em cativeiro.

- Demitir-se imediatamente seria demasiado digno para quem "não tem coluna vertebral" e prefere ser sinuoso com as palavras.

Fica uma imagem de uma eventual profissão no futuro... "quer frô?" Eheheh

Ops! Já me esquecia... parabéns aos animais, perdão, aos eleitores do Partido dos Animais e da Natureza!!!