A enclavar desde 2005

«São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim, porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem.»
Professor Agostinho da Silva





17 outubro 2016

A fome agora chama-se jejum

2016:Desmaios nos comboios levam a campanha contra o jejum

Estamos nos tempos do maravilhoso governo das esquerdas e que agora a fome - que já nem permitia aos portugueses ir às manifestações - se tornou num desequilíbrio alimentar. 

Aquilo a que em 2016 o PÚBLICO chama jejum em 2012 ou 2013 seria FOME.

Com o irmão do 1º ministro como diretor geral de informação da SIC (grupo da SIC notícias, jornal expresso...)

E sabe-se agora que em 2017 a RTP vai receber mais 3,5 milhões.

Ou seja, com os sindicatos amordaçados pela envolvência do PCP no governo e a comunicação social boazinha...

É um fartar vilanagem!!!


A fazer sucesso no Facebook...

Hoje Coimbra teve mais encanto, na hora do reencontro de Amigos que nem tempo, distância ou vivências conseguem separar.

Abraços fortes e sentidos, lágrimas a bailar, alegrias e tristezas, no meio de muitas gargalhadas e alguns raspanetes.

Sentimo-nos todos pequeninos e sabe tão bem...

Os "meus" meninos serão sempre os MEUS MENINOS!!!



16 outubro 2016

Afinal...


Reconhecem a melodia?

Pois! O Paulo Alexandre em 1977 limitou-se a traduzir/adaptar a letra de uma música lançada em 1974 por um austríaco.

É a vida...

15 outubro 2016

Menos rendimento disponível é o fim da austeridade???

Mesmo não contabilizando o aumento de impostos sobre tabaco, munições, bebidas açucaradas e alcoólicas (não fumo, não caço, não gosto de sumos e raramente bebo bebidas espirituosas), não há como fugir ao aumento do imposto de circulação automóvel, ao aumento dos combustíveis (quem trabalha fora e não tem transportes públicos) ou à taxa de audiovisuais.

Uma vez que as carreiras vão continuar congeladas, não haverão aumentos e a eliminação da sobretaxa só acontecerá metade do ano (vamos ver se as contas assim o permitem...), apenas melhorará em Janeiro pelo aumento do subsídio de alimentação - 0,25€/dia.

Assim, em termos de proveitos, estimo um aumento anual de 200€ (+/-60€/ano do subsídio de refeição e 140€/ano eliminação da sobretaxa no 2º semestre). Ora 200€/ano a dividir pelas 14 prestações anuais (12 meses + subs. Natal e de Férias), dará um aumento de +/-14€ por mês. Ou seja, +/-0,46€ por dia.

Mas... agora vem o aumento das despesas, para podermos saber realmente se há ou não mais rendimento disponível...

Atendendo ao aumento já referido do imposto de circulação automóvel e ao valor estipulado pelo governo para a tarifa da eletricidade +1,2%, estima-se que a inflação atinja - no mínimo esse valor. 

Assim, basta somarmos as despesas anuais (água, luz, gás, telemóvel, TV, internet, alimentação, vestuário, farmácia, casa, manutenção automóvel, seguros, etc...) para atingirmos e ultrapassarmos o valor do incremento dos rendimentos.

É pena o Mário Nogueira, o Arménio Carlos e o Carlos silva terem emigrado no último ano, pois se estivessem por cá, teríamos certamente o povo nas ruas.



14 outubro 2016

Pois...


Ler AQUI

Um corte que é explicado, pelo efeito combinado do “aumento das taxas gerais de IRS, reflectido nas taxas mensais de retenção”, pela “sobretaxa de IRS, que não existia em 2010”, pela “subida da taxa de contribuição para a Caixa Geral de Aposentações de 10% para 11%” e pela “subida da taxa de contribuição para a ADSE de 1,5% para 3,5%”.

A juntar a tudo isto, está o congelamento das progressões das carreiras, ou seja, não serão apenas 10%, mas seguramente 15%.

Quando me chegar o recibo de outubro 2016, compararei com o de outubro 2009.

13 outubro 2016

Que tal???

Lido algures...

O toque da campainha provoca uma torrente caótica de vozes estridentes e cadeiras a arrastar no chão da sala. A professora suspende o discurso, o raciocínio interrompido. A ideia paira no ar, incompleta, e esmorece no silêncio súbito da sala, abandonada pela turma, sem sombra de civilidade ou cortesia.

A professora aproveita a quietude da sala agora deserta para arrumar com vagar os seus pertences espalhados na secretária. Consulta mais uma vez o seu horário deste ano, que ainda não conseguiu memorizar. No tempo seguinte estará a lecionar numa sala do bloco oposto àquele em que se encontra. Terá de esperar para outra altura, o cafezinho que tanto lhe apetecia, sentencia com um suspiro. Melhor será pôr-se já ao caminho, que os dez minutos do intervalo passam num rápido e os seus ossos já não lhe permitem valentias. Passou há pouco a barreira dos sessenta – e de serviço leva já mais de trinta e cinco anos.

Uma vida inteira, cisma, enquanto caminha com lentidão e cautela. Lembra-se dos primeiros anos da profissão que escolheu ainda era ela uma menina de tranças. Recorda-se dos quilómetros que palmilhou por todo o país, de quantas madrugadas viveu estrada fora, de mala aviada e uma vontade imensa de exercer aquele ofício, um entusiasmo que lhe enchia o coração e compensava a falta que tantas vezes sentia da sua casa e dos seus.

O percurso ao longo dos corredores é penoso e necessariamente prudente. Ao desequilíbrio traiçoeiro das pernas aliam-se as armadilhas do caminho. Por todo o lado há correrias destravadas sem rei nem roque, há rasteiras, encontrões e boçalidades gritadas. Encostados às paredes, magotes de adolescentes pairam alheados, numa adoração hipnótica e pasmada do telemóvel.

Caminha em permanente sobressalto, como quem atravessa um campo minado. Ouve o toque estridente de entrada no preciso momento em que dobra a última esquina e escassos metros a separam da sala de aula. Ao fundo do corredor os seus alunos confraternizam ruidosamente, num ritual que se assemelha a uma dança tribal primitiva, com gritos e grunhidos, coroada a espaços com sonoros arrotos e gargalhadas boçais. Lá no meio da matula, alguém berra: “fónix, lá vem a estúpida da velha!” e é agraciado com um ramalhete de risos alarves.

Avança mais uns passos contrariados, o coração a encher-se-lhe de um desejo imenso de dar meia volta e sair dali para nunca mais voltar. Para se forçar a prosseguir, procura dentro de si resquícios do prazer que sentia em ensinar, mas só consegue encontrar cansaço e desilusão. Um sentimento avassalador de inutilidade e desperdício percorre-a como um espasmo. Sente-se irrisória e transparente, como um espírito etéreo de professora que agora vagueia fantasmagoricamente numa escola de que tanto gostou, também ela já desaparecida.

12 outubro 2016

Acabou a austeridade!!!


Nunca consigo ter este "post" actualizado, pois diariamente surgem notícias como esta:

11 outubro 2016

Os avós nunca morrem, apenas ficam invisíveis

Os avós nunca morrem, tornam-se invisíveis e dormem para sempre nas profundezas do nosso coração.

Ainda hoje sentimos a falta deles e daríamos qualquer coisa para voltar a escutar as suas histórias, sentir as suas carícias e aqueles olhares cheios de ternura infinita.

Sabemos que é a lei da vida, enquanto os avós têm o privilégio de nos ver nascer e crescer, nós temos que testemunhar o envelhecimento deles e o adeus deles ao mundo. A perda deles é quase sempre a nossa primeira despedida, e normalmente durante a nossa infância. 

Os avós que participam na infância dos seus netos deixam vestígios da sua alma, legados que irão acompanhá-los durante a vida como sementes de amor eterno para esses dias em que eles se tornam invisíveis.

Hoje em dia é muito comum ver os avôs e as avós envolvidos nas tarefas de criança com os seus netos.Eles são uma rede de apoio inestimável nas famílias atuais. Não obstante, o seu papel não é o mesmo que o de um pai ou de uma mãe, e isso é algo que as crianças percebem desde bem cedo.

O vínculo dos avós com os netos é criado a partir de uma cumplicidade muito mais íntima e profunda, por isso, a sua perda pode ser algo muito delicado na mente de uma criança ou adolescente. 

Valéria Amado

10 outubro 2016

Amanhã...

Divulgação junto da rede "Construir Juntos" do IAC - Instituto de Apoio à Criança.

Aqui