A "enclavar" desde 2005, contra a imbecilidade de governantes e a passividade Lusa
A enclavar desde 2005
«São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim, porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem.» Professor Agostinho da Silva
22 fevereiro 2020
18 fevereiro 2020
Racismo ou racistas???
Detesto a claque do Guimarães!!! Já assisti a uma cena em pleno estádio cidade de Coimbra que me levou a isso mesmo.
No entanto...
As mesmas pessoas que estupidamente utilizaram sons de macacos cada vez que Marega tocava na bola, já o aplaudiram, quando ele jogou no Guimarães.
Essas pessoas aplaudem jogadores negros da sua equipa e da seleção.
Ou seja, não serão racistas, "apenas" clubistas!
São "só" estúpidas e aproveitam a cor da pele como podiam aproveitar serem carecas, usarem óculos (caixa de óculos como chamávamos aos miúdos que precisassem de os usar).
Preconceito??? Sim!!!
Mas sobre a clubite que cada vez mais cega quem ainda (cada vez menos) acompanha futebol.
Há muito tempo que deixou de ser um desporto. Passou a ser tudo menos um desporto que a malta jogava na rua, entre amigos, com balizas feitas de pedras ou chinelos (na praia), onde o resultado pouco interessava.
Hoje é um negócio para 3 jornais diários, dirigentes (pagos principescamente), empresários (que dominam convocatórias para seleções e todo o mercado - levantam e derrubam dirigentes e clubes seculares), intermediários, "olheiros" (que mandam jovens brasileiros para a Europa - os pais pagam na esperança de se tornarem profissionais e os miúdos passam fome -, comentadores televisivos (paineleiros) que diariamente invadem todos os canais durante horas a fio, como se esse fosse o assunto ais importante do país, da sociedade ou da humanidade, jogadores e intermediários que ficam estupidamente ricos de um dia para o outro, etc.
Este "etc." engloba a fossa que são as claques, ou, como diz o "Orelha", grupos organizados de adeptos. Aqui lava-se dinheiro, passa-se droga, amedronta-se, comete-se todo o tipo de crimes, envolve-se as forças de segurança (é um aparato digno de "Diretos" nas televisões, como se uma manada de toiros bravos estivessem a ser conduzidos por campinos. Mau demais...
O governo (este e os anteriores) fecham os olhos e assobiam para o lado, vindo a público como virgens ofendidas, apenas quando algo vem a lume.
Um só clube não consegue lutar contra o peso que Superdragões, No Name, Juventude Leonina têm na sociedade portuguesa. O fraquinho Frederico Varandas (com uma herança pesada, liderança nada carismática e um clube claramente dividido internamente) pouco pode fazer, mas não vira a cara à luta. Já lhe valeu ameaças, pancada e todo o tipo de insultos. Já recorreu à Liga, à Federação e ao Governo, mas ninguém aproveita para fazer algo estrutural sobre o que grassa no futebol portuguÊs.
O estado atual parece convir a (quase) todos, por isso, mais Marega, menos cuspidela, mais adepto morto em rixas combinadas, menos fruta, mais toupeira... vamos continuando a fazer como os pinguins no Madagáscar... sorrir e acenar.
Por mim, já há algum tempo que deixei de acompanhar tal fenómeno que deixou de ser desporto, passou a ser negócio e agora é um antro da miséria social onde tantos gostam de chafurdar.
13 fevereiro 2020
03 fevereiro 2020
Da adultez...
Há 41 anos, a banda americana *Supertramp* descreveu de forma precisa e poética a nossa passagem da infância para vida adulta
A melhor descrição do abandono coercivo da infância a caminho da (i)maturidade...
19 janeiro 2020
08 janeiro 2020
Nasci fora do tempo
Segundo as crónicas da época, com uma irmã já com 10 anos e um irmão de 5 anos, estava já o casalinho e a "fábrica teria fechado". Mas teimoso desde o espermatozóide, lá terei "vingado".
Antes de completar 2 anos de vida foi-me diagnosticada anemia - mais assustadora, pois de quando em vez, os valores estariam tão maus, que se falava de "passar a leucemia - o que quase me impediu de ter uma infância em pleno.
Médicos, análises ao sangue (com menos de 10 anos já ia sozinho de autocarro ao Laboratório Salutis, (na Baixa) tirar sangue. Agulhas, sangue, medo... não me assistiam :)
Aprendi - à força - a gostar de fígado (de todas as formas), espinafres (até a água que os fervia servia de "sumo") e até sangue de cavalo, comprado num talho da Rua da Moeda ou trazido de Espanha por um camionista amigo.
Mas o pior era o descanso forçado. Com tanta energia, ter que estar deitado (a sesta era insuportável, mas agora gosto) enquanto ouvia a bola e os companheiros a brincar na rua ou no campo de futebol, malvadamente em frente ao meu quarto... digno de fazer queixa a todas as CPCJ do país.
Mais espigadote, havia que conciliar estudo, trabalhos (vários, pois as coisas não eram fáceis) e as móinas, pois então!
De tal modo me habituei a um ritmo agitado que não me recordo de não ter sempre mais do que uma ocupação em simultâneo (trabalhar, estudar, voluntariado, formação, explicações, associativismo, etc).
Sempre com tempo para estar com os amigos...
A minha avó com a sua provecta idade chegava a dizer "pensas que se te acaba o Mundo, mas olha que tu é que te acabas para o ele..."
Essas palavras passaram a fazer mais sentido quando o cabelo foi caindo e os joelhos rangendo. De tal modo que, correndo atrás do tempo, pois segundo parece, não teremos outra oportunidade - afinal, só vivemos uma vez cada dia - usufruindo de cada segundo, sem ficar com a sensação tardia... "podia ter aproveitado mais... podia ter feito aquilo..."
Aqui chegado, enquanto tiver energia e discernimento, tentarei desfrutar, pois tal como na endurance acho que encontrei o meu ritmo e abrandar, para mim, é um esforço.
07 janeiro 2020
28 dezembro 2019
26 dezembro 2019
Para a outra margem do Atlântico. Lá para o Norte do continente das Américas...
Com aquele abraço prometido!!!
14 dezembro 2019
Da superioridade moral da Esquerda(alha)
O Presidente da Assembleia da República nada diz quando a deputada do Livre utiliza a palavra "vergonha", mas insurge-se, retira a palavra e afirma que voltará a fazer o mesmo, quando André Ventura voltar a utilizar o vocábulo.
Trata-se da 2ª Figura Institucional de Portugal, com responsabilidade acrescida por presidir ao órgão mais democrático de Portugal, mas nem isto faz soar campainhas. Está tudo bem...
Está tudo tão bem que a polémica na Televisão Pública, onde a Diretora de Programas, depois de ter boicotado a emissão de uma programa do "Sexta às 9" sobre um tema que poderia beliscar um destacado elemento do PS (exploração de Lítio - João Galambas), ainda alertou a visada de outro programa, por ser amiga pessoal.
Trata-se de uma dirigente de uma Instituição de Ensino onde recebimentos em dinheiro e outras situações estavam a ser denunciadas. Tendo conhecimento, a Diretora de Informação (Mª Flor Pedroso, ilustre defensora de Sócrates e "sus muchachos" durante anos) apressou-se a avisar sobre a investigação jornalística em curso, aconselhando-a a apenas responder por escrito e "não dar a cara".
Afinal, não interessa fazer jornalismo, antes proteger os amigos.
Mas...
Não se passa nada!
Ai se fosse a Direita a fazer algo semelhante...
Vinha logo o "fascismo" (palavra que não causa embaraço - para não dizer vergonha - ao Sr Ferro Rodrigues) encher a boca da Esquerda(lha) que se agiganta perante estas situações, mas com uma visão altamente redutora e tendenciosa.
Assim não meus meninos, assim acabam por justificar os Trumps (EUA), Bolsonaros (Brasil), Chega (Portugal), Vox (Espanha), Boris Johnson (Inglaterra) e por aí fora.
A malta cansa-se da hipocrisia e cegueira facciosa que assenta numa pretensa "superioridade moral" e que arrasta as Democracias para a sarjeta.
Subscrever:
Mensagens (Atom)






