A enclavar desde 2005

«São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim, porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem.»
Professor Agostinho da Silva





03 novembro 2007

Parabéns Avó Rosa!!!

90 já lá moram e parafraseando-a: "já vai nos 91"!

21 de Outubro teve um momento especial - o encontro de várias gerações, bem traduzido nesta foto: DUAS BONECAS!!!

O sorriso que esboçou enquanto toda a família mais próxima lhe cantava os parabéns, fez-nos ganhar o dia.

Força "Marrosa"!

29 outubro 2007

ESCOLA MODERNAÇA

Chumbos por faltas vão deixar de existir.

Ora aqui está um boa medida. Só falta complementá-la com uma outra onde se valorizem as agressões aos professores. Não fazer os TPCs, fumar na aula e malhar nos colegas também me parecem actos a considerar na avaliação positiva dos estudantes.

Estacionamento só para mulheres

«Mulher ao volante, perigo constante»...

Se achava que este ditado já caiu em desuso, desengane-se. Um centro comercial de São João da Madeira tem lugares de estacionamento próprios para mulheres. São mais largos do que os normais (mais um metro de largura) e chegam mesmo a ser maiores do que os espaços reservados para deficientes, que têm mais espaço para permitir o uso de cadeiras de rodas.

Num parque de 1400 lugares, estes quatro estacionamentos especiais encontram-se junto dos espaços reservados a grávidas e a mulheres com crianças, famílias numerosas e a cidadãos com deficiência e destacam-se por estarem pintados de cor de rosa.

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Nota: A meu ver, é pouco essa benesse. Deviam também deixá-las atropelar uma pessoa ou duas por cada compra no valor de 5 euros e, oferecer-lhes um casaco de peles de cada vez que limpassem um farol ou um para-choques, ao embater na parede durante a manobra.

2 Anos!!!

O "Enclavado" fez ontem, dia 28 de Outubro, 2 anos.

Apesar de andar com problemas na internet, não quis deixar passar a data.

Com mais de 28.000 visitas e mais de 1.000 postagens, a "tasca" promete estar aberta por mais uns tempos.

Obrigado pelas visitas e pelos comentários.

26 outubro 2007

Barómetro DN/TSF: PS e PSD separados por apenas um ponto

PS e PSD surgem em Outubro separados por apenas um ponto nas intenções de voto dos portugueses, um empate técnico, o pior resultado do partido do governo nos últimos dois anos, segundo uma sondagem hoje divulgada.

AQUI!!!

Nota: apesar de andar com problemas na net cá de casa, não podia de partilhar esta alegria!

23 outubro 2007

Isto é verdade!!! - 2

1 - Rapaz, 15 anos, negro, com bom aproveitamento, muito educado, humilde, com jeito para o futebol e bastante gosto pela bola.

2 - Um país de “Simplexs” mas que apesar do rapazola falar correctamente português, viver e estudar em Portugal há mais de uma década e estar perfeitamente integrado na sociedade, com residência fixa, responsáveis, documentos, … não permite que seja inscrito como jogador de futebol amador.

3 – Depois de 2 clubes, vários dirigentes com esforço pessoal, os responsáveis pelo menor, e outras pessoas a título particular terem contactado diversas instituições em Coimbra e em Lisboa, como os Serviços de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), Associação de Futebol de Coimbra, (AFC), Federação Portuguesa de Futebol (FPF), sempre sem sucesso.

4 – Sabendo nós a importância contra o racismo e a exclusão social, as vantagens para a saúde e o desenvolvimento intelectual, o estímulo e a socialização que o desporto tem, quais as consequências que esta situação pode ter e que já se vai notando? Sim, porque treinar, jogar uns jogos-treino ou mini-torneios é muito pouco para quem tem noção que está a crescer e disputar um campeonato, “como os outros” é um objectivo legítimo.

5 – E agora? O que fazemos? Damos (falsas) esperanças, permitindo que deixe de acreditar em nós? Assumimos o que pensamos e fica a ter raiva de um sistema que não lhe liga, tornando-se eventualmente ainda mais rebelde do que a própria idade o prevê?

6 – Temos portanto aqui um exemplo de que as actuais leis servem para facilitar a vida a um sistema sem rosto, mas não dão mais alegrias aos rostos dos cidadãos, esses sim, em quem se deveriam centrar as medidas. Não é centralizando e regimentando que lá vamos, pois precisamos de humanismo (palavra que curiosamente consta no propósito do Enclavado) para olhar para as pessoas e não para os números que elas representam. Quando vão os nossos governantes entender que só temos uma vida, por isso ao ser afectada negativamente em detrimento de 10 outras, para essa pessoa é irrelevante (ex: se morrer uma pessoa num acidente é tão trágico para os seus familiares como se tivesse ocorrido um despiste de um comboio, com dezenas de mortos e o seu ente fosse um deles).

7 – Para terminar, aceito sugestões, cunhas, conhecimentos a altos níveis, ou outra qualquer ajuda que possa resolver esta situação, dando mais felicidade a uma criança e talvez contribuindo para repor a tal justiça social.

Isto é verdade!!!

Simplex?
Empresa na hora?
Cartão único?
Computadores portáteis?
Loja do Cidadão?
Marca no minuto?

Para quê?

Para termos números muito avançados?
Para não ficarmos mal na fotografia europeia?
Para os Ministros terem muitas inaugurações?
Para baralharmos a vida aos funcionários das repartições?
Para ninguém se entender com os novos "deve e haver"?
Para as leis, normas, despachos e decretos estarem constantemente em mutação e entrarem em vigor já ultrapassadas?

No próximo post explicarei esta revolta...

22 outubro 2007

Acadé... ...mica!!!

Lembram-se do fotógrafo de Coimbra... Formidável?

Pois é, a Casa Municipal da Cultura tem uma exposição sobre reportagens fotográficas feitas por este saudoso personagem da nossa urbe, sobre a "Briosa".

A entrada é grátis, está aberta ao Sábado e aqui o Enclavado já divulgou.

Estão à espera de quê? Olhem que encerra em meados de Novembro...


Nota: este post serve ainda para os "bormelhos" e "morcões" terem hipóteses de fazer piadismo com os milágres de Fátima, Belém, ou outros lugares de culto. Pessoalmente, assumo: depois da vitória do Fátima em Belém, se a Roma ganhar, passarei a ser... Ortodoxo!

16 outubro 2007

Gazetómetro

Este termo é familiar a quem estudou, ou melhor a quem foi aluno.
Tratava-se de um papelito (quanto mais pequeno, melhor), em papel quadriculado (de preferência "cravado" a alguma colega mais aplicada), onde se escrevia o nome de todas as disciplinas e uma quadrícula correspondente ao triplo do nº de horas semanais.
Assim, tinhamos o Português e a Matemática com 12 ou mesmo 15 quadrículas, correspondentes às 4 ou 5 aulas por semana, as ciências, história, geografia com 9 quadradinhos e o Francês, Ed.Visual, Ed. Física com 6 quadrículas.
O pior era o E.M.R.C. (Educação Moral e Religião Católica) que apenas tinha 3 quadraditos pois apenas era leccionada uma aula por semana.
O problema da disciplina de Moral era a ratoeira da língua portuguesa no momento da matrícula. A pergunta "prescinde ou não prescinde de E.M.R.C", apanhava mais de metade dos alunos à procura de um dicionário que nunca aparecia. Levando muitos a aceitarem sem querer.
Claro que o gazetómetro servia para controlar a D.T. (Directora de Turma) para não enviar a cartita quando se atingia metade das faltas a uma determinada disciplina.
Caso a carta seguisse, havia que controlar a caixa de correio (leia-se debaixo da porta) ou o Sr João (carteiro e moleiro da zona, mais propriamente do Avenal).
O dito papelito (normalmente guardado religiosamente no bolso de trás das calças de ganga) ia sendo preenchido com cores distintas: azul para a 1ª metade das faltas e vermelho quando entrávamos na 2ª metade.
Numa aula mais pacífica, pedia-se o livro de ponto ao professor e actualizava-se o gazetómetro, não fosse haver um esquecimento da parte do aluno ou mesmo da parte de algum professor mais preocupado em dar matéria do que em marcar faltas.
Quando tal acontecia, havia motivo para comemorar e a Ti Júlia (café, mercearia e tasca que há sempre perto das escolas secundárias) tinha matrecos, sagres de litro ou outros bons motivos para actualizar o gazetómetro sem utilizar corrector (fiz-me entender?).
Durante o ano, ia sendo motivo de orgulho, mostrar o gazetómetro bastante preenchido (quase que dava patente a quem entrava no vermelho antes do Natal). Mas a partir da Queima das fitas, a coisa chiava fininho e muitas vezes havia lugar a choradinho aos professorers, ou à D.T. para não tapar (estar tapado significava que não se poderia dar mais nenhuma falta, pois cumbava-se por faltas).
Era assim o gazetómetro, actualmente substituído por um telemóvel ou PDA que regista as faltas, envia SMS quando se atinge metade e cria alertas vibratórios quando se atinge o limite.
Tenho saudades do tempo dos gazetómetros (principalmente a vermelho)!

Faleceu há 25 anos

Em jeito de homenagem, 2 trabalhos muito bons.
Liguem o som, pois vale a pena.