09 fevereiro 2006

Um "roto" como ele é...


No passado dia 13 de Janeiro, após a divulgação de factos aparentemente "gravíssimos" por parte do jornal "24 Horas", a desgraça intelectual que preside à nossa República (e que acabou por fazer uma corajosa visita a Nelas, quase como se fosse um político dinamarquês a visitar a Faixa de Gaza...) fez uma alocução de urgência ao país.

Disse o costume, com o tom boçalmente emotivo de sempre, mas garantiu "aos portugueses" que tinha pedido à PGR um "rigoroso inquérito" de carácter "urgentíssimo".

Passou quase um mês.

O ainda Procurador-Geral usou a espertalhonice de se deslocar à Assembleia da República no último dia da campanha eleitoral. Sacudiu como pôde a água do capote, desmentiu partes do seu próprio comunicado inicial e não respondeu a algumas questões que os deputados lhe dirigiram.

Depois disso, nada. Silêncio total. Nunca mais se ouviu falar do "rigoroso inquérito". Nada mais se soube acerca das suas conclusões "urgentíssimas".

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"O recurso ao anonimato é um mecanismo de cobardia e um instrumento de invejas e vinganças, muitas vezes violando a lei. É a transposição para a Internet de um mundo que existe cá fora, mas que até agora ficava dentro da cabeça das pessoas e nas conversas de café."