11 fevereiro 2008

José Telmo Sócrates Correia *

1 - Nos anos 80, José Sócrates, como engenheiro técnico ao serviço da Câmara da Covilhã, terá subscrito dezenas de projectos de edifícios na Guarda suspeitando-se que eram ‘assinaturas de favor’ para ultrapassar entraves legais. As explicações do primeiro-ministro foram frouxas - alegou “perseguição”, nada adiantando sobre o cerne da questão.

2 - Telmo Correia, enquanto ministro do último executivo PSD-CDS, assinou 300 despachos na madrugada do dia em que o actual Governo socialista tomou posse. Numa destas matutinas decisões ter-se-á definido a não devolução ao Estado do edifício do Casino Lisboa. O caso foi conhecido devido às escutas telefónicas no âmbito do famoso ‘processo dos sobreiros’.
3 - Aparentemente, não há relação entre as duas personagens: puro engano. Sócrates e Telmo são um retrato fiel do produto-tipo que os partidos costumam expelir, iguais a milhares de profissionais da política deste regime nos últimos 30 anos, que se iniciaram nas ‘jotas’, que vagueiam nos gabinetes do poder, afastando-se da realidade e da ética das pessoas comuns, perdendo ideais, vivendo dos biscates e desenrascanços políticos à espera das circunstâncias felizes que os transportem para voos mais altos: Telmo Correia chegou a ministro excedendo-se a si próprio; Sócrates, após o processo Casa Pia, conseguiu ser líder do PS e foi ainda mais longe.
O líquido amniótico destes políticos é exactamente o mesmo. Aquilo que fazem é muito semelhante.

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"O recurso ao anonimato é um mecanismo de cobardia e um instrumento de invejas e vinganças, muitas vezes violando a lei. É a transposição para a Internet de um mundo que existe cá fora, mas que até agora ficava dentro da cabeça das pessoas e nas conversas de café."