08 agosto 2008

Tunning no feminino

Mesmo correndo o risco de ser considerado machista (o que acontece sempre que há algum comentário sobre as mulheres, já o contrário nunca é conotado com feminismo), aqui vai...

A decoração das casas está para as mulheres como o tunning está para os homens, com a diferença de ser muito mais abrangente no caso das fêmeas.

Uns cortinados numa sala, poderão corresponder a uns vidros fumados num carro, ou um candeeiro novo pode assemelhar-se a uns farolins com leds.

As semelhanças podem prosseguir até aos tapetes a condizer com o edredão (não sei se é assim que se escreve) ou os pedais desportivos da viatura ficarem "a matar" com a manete das velocidades.

Enfim, um sem número de ponteiras de escape e rebaixamentos ou bibelots (como se escreverá isto?) e quadros decorativos.

Claro que nisto tudo ainda há o radicalismo de mudar a cor (do carro/casa totalmente ou por partes) ou encolher/esticar o chassis, leia-se ampliar ou deitar paredes abaixo.

O caricato da situação passa por as moçoilas acharem ridículo o exagero dos adeptos do tunning, por falarem sempre nisso, comprarem revistas da especialidade e deslocarem-se a concentrações e eventos similares...

Ora as "Casa Cláudia", "Moda casa", "Casa & decoração", as mostras de mobiliário, as feiras de decoração e PRINCIPALMENTE as conversas entre as mulheres não são ilustres baluartes do "tunning feminino"?

Concluo a dissertação com uma posição pessoal: não gosto de tunning nem aprecio decorações, muito menos conversas de duas horas sobre esses temas.

Se quanto aos "carroços" raramente surge o tema e não tenho problema (dada a relação com o interlocutor) em mudar o assunto. Já quando a conversa vai para os cortinados, tapetes, candeeiros, tons de parede, papéis de parede, bibelots (ou lá como se escreve essa m***da), e outros que tais, é de uma total indelicadeza e falta de sensibilidade cortar o assunto.

Dasssse que não há pachorra!!!

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"O recurso ao anonimato é um mecanismo de cobardia e um instrumento de invejas e vinganças, muitas vezes violando a lei. É a transposição para a Internet de um mundo que existe cá fora, mas que até agora ficava dentro da cabeça das pessoas e nas conversas de café."