21 janeiro 2009

Tourada - Fernando Tordo

Música: Fernando Tordo
Letra: José Carlos Ary dos Santos
1972 - Festival RTP da Canção
Não importa sol ou sombra
camarotes ou barreiras
toureamos ombro a ombro as feras.
Ninguém nos leva ao engano
toureamos mano a mano
só nos podem causar dano espera.
Entram guizos chocas e capotes e mantilhas pretas
entram espadas chifres e derrotes e alguns poetas
entram bravos cravos e dichotes porque tudo o mais são tretas.
Entram vacas
depois dos forcados
que não pegam nada.
Soam brados e olés dos nabos
que não pagam nada
e só ficam os peões de brega cuja profissão não pega.
Com bandarilhas de esperança
afugentamos a fera
estamos na praça da Primavera.
Nós vamos pegar o mundo pelos cornos
da desgraça e fazermos da tristeza graça.
Entram velhas doidas e turistas
entram excursões entram benefícios e cronistas
entram aldrabões entram marialvas e coristas
entram galifões de crista.
Entram cavaleiros à garupa do seu heroísmo
entra aquela música maluca do passodoblismo
entra a aficionada e a caduca mais o snobismo e cismo...
Entram empresários moralistas
entram frustrações
entram antiquários e fadistas e contradições
e entra muito dólar muita gente que dá lucro as milhões.
E diz o inteligente que acabaram as canções.

1 comentário:

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"O recurso ao anonimato é um mecanismo de cobardia e um instrumento de invejas e vinganças, muitas vezes violando a lei. É a transposição para a Internet de um mundo que existe cá fora, mas que até agora ficava dentro da cabeça das pessoas e nas conversas de café."