20 fevereiro 2009

Teste de lucidez

Enquanto eu me sentir mais realizado com um “punhado” de tremoços e um copo de “repolho”, numa adega com amigos, do que outros se sentem com lagosta, regada com Moët & Chandon num qualquer Ritz entre burocratas impostores, estou na plena posse das minhas faculdades.
Enquanto eu for tão feliz com um sinal de “fixe” de uma criança, ou um sorriso já desdentado de alguém que nasceu há muito tempo, do que outros que aguardam pelos aplausos ou críticas no jornal do dia seguinte, estou carregadinho de lucidez.
Enquanto eu entrar num café à procura dos olhos das pessoas para as cumprimentar, em vez de olhar altivo à espera de ser reconhecido e bajulado, estou consciente do que quero, e principalmente do que não quero.
Enquanto eu for mais feliz “desfraldado”, despenteado, de chinelos ao vento, enquanto outros têm que estar engravatados nas inaugurações e eventos que tais, estou a ser igual a mim próprio.

1 comentário:

  1. mAS POR VEZES DEPARAMO-NOS, COM CERTOS CARAMELOS QUE TRATAM AS PESSOAS CONFORME ESTÃO VESTIDAS, ESQUECENDO QUE ALGUMAS PARA COMPRAR A ROUPA FICARAM SEM DINHEIRO NO BOLÇO.

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"O recurso ao anonimato é um mecanismo de cobardia e um instrumento de invejas e vinganças, muitas vezes violando a lei. É a transposição para a Internet de um mundo que existe cá fora, mas que até agora ficava dentro da cabeça das pessoas e nas conversas de café."