Um castiço que mantém a lucidez e me aviva as memórias com expressões que são uma delícia.
O que vi:
- muitos óculos
- poucos dentes
- muita roupa escura
- olhares vagos
- pensamentos distantes
- a alegria de fintar as funcionárias e comer as amendoas que lá deixei, sem que vissem
- a preocupação em chegar à casa de banho antes que seja tarde
- a mão quente que me apertou ao despedir-me
Ele, com óculos à frente de olhos vivaços e atentos.
Ela, com o característico hábito de estar sempre a mastigar, embora sem ter nada na boca (como se estivesse a comer tremoços), exibindo aqui e ali uma "cavaca" no maxilar inferior, que teimou em resistir aos anos.
Ambos, sempre, mas sempre de mãos dadas. Com algumas artroses visíveis sem raio-x, alguns tremores indisfarçáveis, mas havia ali algo mágico - Paixão? Amor? Pena? Amparo? O que importa?
Fantástica a tua visita (eu confesso k não tenho grande estaleca para isso) e Espectacular a descrição feita (digna de registo numa notícia de rádio ou de jornal)
ResponderEliminarAbraço
Mano
Texto fantástico,parabéns.Abraço.
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