16 novembro 2010

Pobreza de espírito

Ontem, numa aldeia da Covilhã, uma professora teve que sair da escola escondida na bagageira do carro da GNR.

Terá dado as informações que as técnicas da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ) solicitaram, sobre a maneira como se apresentavam na escola duas meninas (se estavam alimentadas correctamente, limpas, agasalhadas, com ar de quem não dormiu bem...).
Claro que estes processos levam semanas e meses a ser analisados, sendo os professores ou educadores elementos fundamentais, pois convivem diariamente muitas horas com os pequenos e ao que parece as meninas sofriam mesmo maus tratos (para os mais distraídos, não se trata apenas de bater, pois há muitas formas de maltratar uma criança).
Quando as assistentes sociais se preparavam para levar as meninas para uma Instituição, a mãe gritou, o sino tocou a rebate e meia centena de pessoas invadiram a zona, atravessando carros à frente da GNR, tendo as profissionais que se esconder num Centro Social.
Não foi no Ruanda, foi em Portugal. Confirmem!

2 comentários:

  1. Deviam fazer isso mas à porta da Assembleia da República......quando lá estivessem os crápulas todos.
    Abraço,
    Gilito Moura

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  2. Isso é que seria coragem, agora atacar 3 senhoras indefesas...

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"O recurso ao anonimato é um mecanismo de cobardia e um instrumento de invejas e vinganças, muitas vezes violando a lei. É a transposição para a Internet de um mundo que existe cá fora, mas que até agora ficava dentro da cabeça das pessoas e nas conversas de café."