17 fevereiro 2011

Bom dia Portugal

Um estado assassino que só se lembra dos velhos quando os enterra. E nem aí...
O caso da senhora morta há 9 anos completamente abandonada pelo estado, que só se lembrou dela quando percebeu que ela lhe devia dinheiro, é paradigmático do chafurdo a que este país chegou.
Ninguém quis saber das razões pela qual a senhora não levantava o cheque da segurança social. Ninguém quis saber da senhora até que descobriram que havia uma dívida fiscal de 1400 euros. Mas ela tinha devolvido muito mais do que isso em cheques não recebidos!
Disso ninguém quis saber. Bastavam 6 meses de cheques da senhora para pagar a dívida. Ninguém quis saber de nada.
Toca a penhorar e toca a vender por 15 mil euros - QUINZE MIL EUROS!!! - um apartamento que ninguém conhecia. Nem vendedor nem comprador.

Diz-se que o estado somos nós. Mas o estado não somos nada nós!
Nós, os portugueses, por mais cobardes que sejamos não somos assassinos. Não matamos crianças no ventre das mães. Não vendemos casas com mortos lá dentro. Não roubamos o abono às crianças pobres, fazendo-as passar mal, para o esbanjar em milhões para os boys da classe política.
O estado português, ao fechar urgências e serviços de saúde - que podiam salvar milhares de vidas, vítimas de ataque cardíaco ou de avc, condenando-as a esperas longas que levam invariavelmente à morte - torna-se num verdadeiro estado assassino.
O país da gente atrasada, estúpida e analfabeta, que permite que pais, filhos e conjuges morram por falta de assistencia médica básica, encolhendo apenas os ombros.
Mas um povo que salta para a rua em gritos histéricos se o seu clube ganhar o campeonato ou se o obrigarem a pagar scuts.
Um povo que permitiu que bandidos e criminosos se tenham, ao longo das últimas 2 décadas, apoderado do aparelho do estado para o tornar numa máquina criminosa.

(picado aqui!)

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"O recurso ao anonimato é um mecanismo de cobardia e um instrumento de invejas e vinganças, muitas vezes violando a lei. É a transposição para a Internet de um mundo que existe cá fora, mas que até agora ficava dentro da cabeça das pessoas e nas conversas de café."