02 março 2011

Ser chamado à pedra

Quando trabalhei na Tecnifrio, a malta dizia "olha que vais ao Quitório", sempre que alguém fazia alguma asneira e tinha que ir ao escritório falar com os patrões.

Na escola, cheguei eu próprio a ser chamado ao gabinete da Presidente do Conselho Directivo (parece que parti um vidro com uma bola - sempre tive mais pontaria do que dinheiro...)

No desporto, já vi muitos jogadores seram chamados ao árbitro para levarem uma advertência verbal ou verem cartões coloridos.

Enfim, já vi muitos tipos serem "chamados à pedra", por diversos motivos e em variadas situações.

Ainda assim, nunca vi um Primeiro-Ministro de um país independente “ser chamado” a ir prestar contas a outro País. Sim, refiro-me ao facto de Sócrates ter sido “chamado” a ir à Alemanha explicar-se à Chanceler e ainda por cima levar o Ministro das Finanças (faz-me lembrar um amigo de infância que nunca gostava de ir sozinho nestas andanças e pedia companhia, para que tivessem dó e não massacrassem tanto) .

A submissão que o desgoverno socialista impôs ao nosso pobre Portugal é inadmissível. Como é inadmissível que não se veja no País uma onda de revolta imensa por mais esta vergonha que os socialistas nos fazem passar.
Somos um País desgraçado que “é chamado” a ir prestar contas à Chanceler da Alemanha. E quem nos tornou estes desgraçados que são “chamados” foi este desgraçado Primeiro-Ministro e a sua trupe que nos desgoverna.

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"O recurso ao anonimato é um mecanismo de cobardia e um instrumento de invejas e vinganças, muitas vezes violando a lei. É a transposição para a Internet de um mundo que existe cá fora, mas que até agora ficava dentro da cabeça das pessoas e nas conversas de café."