19 dezembro 2011

Agostinho da Silva

«Deus não exige de nós nenhum culto (...). Todos podemos ser sacerdotes, porque todos temos capacidades de Inteligência e de Amor (...) Estão ainda longe de Deus, de uma visão ampla de Deus os que fazem consistir o seu culto em palavras e ritos (...)

Professor Agostinho da Silva

Agostinho da Silva nasceu no Porto em 1906 e cresceu em Barca d'Alva.

Na faculdade de Letras do Porto conclui a licenciatura em Filologia Clássica com 20 valores e o doutoramento com o «maior louvor».

Agostinho torna-se efectivo do liceu José Estêvão em Aveiro, em 1933.

Apenas dois anos depois de entrar para o ensino público, o professor é exonerado, por se recusar a assinar a Lei Cabral. Um documento onde tinha que jurar não pertencer a nenhuma sociedade secreta. Para além de Agostinho, só houve mais duas pessoas a dizer não: Fernando Pessoa e Norton de Matos.

Desempregado, Agostinho da Silva começa a dar aulas no ensino privado e explicações particulares. Mário Soares, mestre Lagoa Henriques, Manuel Vinhas, os irmãos Lima de Faria foram apenas alguns dos seus pupilos.

Dava aulas de Filosofia, Cultura Portuguesa, Direito, sendo uma homem perfeitamente pluridimensional. Para além disso, falava 15 línguas e dois dialectos africanos.

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"O recurso ao anonimato é um mecanismo de cobardia e um instrumento de invejas e vinganças, muitas vezes violando a lei. É a transposição para a Internet de um mundo que existe cá fora, mas que até agora ficava dentro da cabeça das pessoas e nas conversas de café."