06 junho 2013

Hoje, só esta música...

Só tenho pena de não ter a versão cantada e tocada pelo meu mano, quando há umas semanas ma dedicou.


Tinha uma história que nunca contava, 
trazia um quarto fechado no olhar, 
tinha uma viagem que planeava, 
mas não a começava, 
para nunca acabar. 
 
Tinha um sorriso guardado em segredo, 
mas não sorria para não o contar, 
tinha uma chave que fechava o medo, 
num arvoredo, 
onde não queria entrar.
E quando a noite já ia serena, 
disse-me a frase mais terna que ouvi:  
Valeu a pena. 
Mesmo que o fim da história seja aqui!
Tinha uma nuvem da cor do mistério, 
tinha palavras da cor do saber, 
tinha vontades de brincar a sério, 
mudar de hemisfério para não se perder. 
 
Tinha lembranças da cor do poente, 
tinha o poente inteiro no falar, 
mas dava o sol no esconderijo ardente, 
tão quente, tão quente, quase a queimar.   
Trazia a paz de uma dor que se apaga, 
e um calor, que se quer apagar, 
como quem grita do alto da fraga, 
que a vida nos trama e há distancia para andar. 
 
Deixou correr o licor dos sentidos, 
até que o dia nos veio acordar, 
de mãos trocadas, de braços caídos, 
achados perdidos.
E veio a manhã levezinha e serena, 
cantar-me a frase mais terna que ouvi:  
Valeu a pena. 
Mesmo que o fim da história seja aqui....

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"O recurso ao anonimato é um mecanismo de cobardia e um instrumento de invejas e vinganças, muitas vezes violando a lei. É a transposição para a Internet de um mundo que existe cá fora, mas que até agora ficava dentro da cabeça das pessoas e nas conversas de café."