10 julho 2013

As figuras das nossas memórias colectivas

No fim de semana morreu Adelino Paixão. Figura típica, um dos últimos “resistentes” dos “figurões” que marcaram a cidade nas décadas de setenta e oitenta. Adelino foi ontem, por volta das cinco da manhã, encontrado já cadáver, ali ao pé do Banco de Portugal. Não sobreviveu à decadência física e psíquica que há muito evidenciava. LER AQUI.
Pelas minhas bandas, há também algumas figuras que por aqui vão sendo imortalizadas, numa ou outra foto, num ou outro pormenor e em muitas histórias que vão proporcionando.

Recentemente, ao entrar com una Amigos no na festa solidária do Casaense, reparei que o nosso Rui estava em tronco nu. Afirmava - visivelmente nervoso - que lhe tinham roubado a t-shirt.


Calculo que tenha sido algum miúdo na brincadeira...

Entretanto, após pedir a um elemento do Casaense, rapidamente se vestiu o rapaz (apesar do calor ser muito, não era figura para aquela ocasião).

Alguns minutos depois e eis que surge outro "figurão", o Adelino ("conguito") que após cantar os refrões de todas as músicas do seu repertório,lá arranjou quem fizesse coro.

Quando viemos embora, já o Rui se tinha retirado e o Adelino estava a fazer de "mordomo", a transportar alguidares de finos.

São incontornáveis e festas onde não surjam, já nos deixam a pensar o que se passará com eles...

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"O recurso ao anonimato é um mecanismo de cobardia e um instrumento de invejas e vinganças, muitas vezes violando a lei. É a transposição para a Internet de um mundo que existe cá fora, mas que até agora ficava dentro da cabeça das pessoas e nas conversas de café."