04 agosto 2014

No SLB como no BES

Eu explico, tenham calma: façamos de conta que o presidente da liga anunciava que iam dividir o Benfica.

De um lado, nascia um clube novo chamado "novo clube", do outro ficava o Benfica mau. No "novo clube" ficava o estádio da luz e a estátua do Eusébio, o gajo que trata da relva, a menina que serve os cafés e o condutor do autocarro. 

Depois, separavam os ativos tóxicos dos bons, ou seja, no "novo clube" ficava o Enzo Peres e o Gaitan, os outros ficavam todos no Benfica mau. 

O orelhas e o JJ ficavam a tomar conta do Benfica mau, para o "novo clube" contratavam o Leonardo Jardim e Manuel José. 

O "novo clube" recebia uma pipa de massa para comprar jogadores, e esse dinheiro era emprestado pelo Sporting, o Porto e o Jorge Mendes, mais uma contribuição da Liga. Lá mais para a frente, vendiam o "novo clube" a um russo ou árabe que o queira comprar. Esta época, o "novo clube" vai à champions (e o treinador já vai pronunciar bem esse nome, como o dos adversários), joga de encarnado, e pode fazer malabarismos com águias, galinhas, ou qualquer animal com penas que lhes pareça conveniente.

Acresce que o presidente da liga, em julho, tinha dito ao orelhas para deixar de fazer asneiras, e mesmo assim ele vendeu o Garay por tuta e meia, comprou o Derlei e o outra brasuca engadanhado, e passou a jogar sem guarda-redes, sem defesa, sem ataque e com o meio-campo coxo. E o presidente da liga ficou danado com isso!

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"O recurso ao anonimato é um mecanismo de cobardia e um instrumento de invejas e vinganças, muitas vezes violando a lei. É a transposição para a Internet de um mundo que existe cá fora, mas que até agora ficava dentro da cabeça das pessoas e nas conversas de café."