Sobre renegociar a dívida, sempre tive um pensamento (tentando colocar-me na posição dos credores): primeiro mostrar que somos de boas contas, levando a cabo o ajustamento e honrando os compromissos, depois... solicitar que melhorem as condições (diminuição de taxas, perdão de juros, alargamento do prazo de pagamento com período de carência, ou outra qualquer forma combinada de nos premiar pelo cumprimento de três anos.
Fazê-lo antes dificilmente daria bons resultados, pois a credibilidade era pouca e passaríamos a imagem de incumpridores e pedinchões.
Mas não o fazer nesta fase, parece-me um orgulho excessivo. Afinal as contas ainda não estão consolidadas, o crescimento ainda é ténue e o sinal de confiança que demos aos mercados (juros historicamente baixos) deviam traduzir-se numa ajuda para o passo seguinte (não sendo tão grande como o que já demos, torna-se decisivo, sob pena de passarmos a viver por muito tempo em condições muito piores do que as que conhecemos até 2009.
Digo eu que de finanças, percebo... nada!
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"O recurso ao anonimato é um mecanismo de cobardia e um instrumento de invejas e vinganças, muitas vezes violando a lei. É a transposição para a Internet de um mundo que existe cá fora, mas que até agora ficava dentro da cabeça das pessoas e nas conversas de café."