10 maio 2015

A ver se nos entendemos...

Aplaudo a medida do Governo de incluir a vacina Prevenar (que previne doenças como a meningite e a pneumonia) no Plano Nacional de Vacinação. Não só as crianças passam a ter acesso gratuito a esta vacina como também os grupos de risco (portadores do vírus VIH e de certas doenças pulmonares obstrutivas, além do cancro do pulmão). Saliente-se que até agora o custo (cerca de 180 €) era integralmente suportado pelas famílias. Assim, as mais pobres e também as numerosas poderão agora ter acesso gratuito a uma vacina cujo preço a tornava inacessível.

Claro que é mais um encargo para as contas da saúde e obviamente todos pagamos, via impostos, esta medida. O custo anual estimado é de 2,5 milhões de euros. Também tem redução de despesas pois, segundo a mesma notícia, “poderá evitar entre 922 e 3380 internamentos por ano”. Para além de 160 a 650 mortes que também se evitam. Será uma medida tomada em tempo pré-eleitoral? Talvez seja. Será uma decisão tardia? É uma evidência! Mas mais vale tarde do que nunca!

Mas esta medida, para uns peca por escassa, outros por tardia e outros ainda consideram-na eleitoralista.

Para evitar eleitoralismos, um ano antes das eleições, os governos estariam proibidos de implementar qualquer medida positiva.

Talvez assim fosse mais fácil à oposição, prometer reduzir para as 35 horas semanais, repor os feriados, descer IVA na restauração, melhorar os escalões de IRS e tantas outras que o "Chamuças" todos os dias lança para ver se consegue ter mais intenções de voto do que o Tó Zé Seguro a quem ele covardemente "puxou o tapete".

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"O recurso ao anonimato é um mecanismo de cobardia e um instrumento de invejas e vinganças, muitas vezes violando a lei. É a transposição para a Internet de um mundo que existe cá fora, mas que até agora ficava dentro da cabeça das pessoas e nas conversas de café."