26 junho 2015

Da perda...

Há muito tempo, no Tibete, uma mulher viu o seu filho, ainda bebé, adoecer e morrer nos seus braços, sem que ela pudesse fazer nada. 

Desesperada, saiu pelas ruas implorando que alguém a ajudasse a encontrar um remédio que pudesse curar a morte do filho. 

Como ninguém podia ajudá-la, a mulher procurou um mestre budista, colocou o corpo da criança a seus pés e falou sobre a profunda tristeza que a estava abatendo. 

O mestre, então, respondeu que havia, sim, uma solução para a sua dor. 

Ela deveria voltar à cidade e trazer para ele uma semente de mostarda nascida numa casa onde nunca tivesse ocorrido uma perda. 

A mulher partiu, exultante, em busca da semente. 

Foi de casa em casa. 

Sempre ouvindo as mesmas respostas: “Muita gente já morreu nesta casa”; “Desculpe, já houve morte em nossa família”; “Aqui nós já perdemos um bebê também.” 

Depois de percorrer a cidade inteira sem conseguir a semente de mostarda pedida pelo mestre, a mulher compreendeu a lição. 

Voltou ao mestre budista e disse: “O sofrimento cegou.me a ponto de eu imaginar que era a única pessoa que sofria nas mãos da morte”.

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"O recurso ao anonimato é um mecanismo de cobardia e um instrumento de invejas e vinganças, muitas vezes violando a lei. É a transposição para a Internet de um mundo que existe cá fora, mas que até agora ficava dentro da cabeça das pessoas e nas conversas de café."