25 setembro 2015

As responsabilidades que a vida nos arranja...

CINQUENTA MESES depois de eu ter deixado de colaborar na instituição que o acolheu, já adulto, a viver em autonomia na margem Sul do rio Tejo, ainda me envolve nas suas decisões mais importantes.

Perante uma encruzilhada daquelas que ocorrem na vida de tempos a tempos e que podem modificar o nosso futuro, lá sou chamado a opinar.

Faço-o sempre após muita reflexão, como se fosse a minha própria vida a estar suspensa, mas o receio de não estar a ser suficientemente assertivo, ponderado, racional, emotivo... é sempre grande.

Aliás, maior que o receio de aconselhar mal, só a responsabilidade que me colocam.

Ainda assim, após as explicações que tento dar na fundamentação dos meus conselhos (e algumas "marteladas", pois então), surge uma mensagem que me anima 10% e me responsabiliza 90%:

«Obrigado pelas palavras. Vou seguir os seus conselhos. Considero-lhe um pai, mesmo não sendo. Sabe disso?»

Não respondi, mas pensei: «pois não sei, mas aconselho como se fosses!»

1 comentário:

  1. Imagino as dores nos ombros! Também o nervoso miudinho , aquele que nos afecta a alma.
    Mas fazes aquilo para o qual vieste ao mundo, penso eu! Ou melhor, para o qual viemos todos ao mundo.
    Só que eu e muitos mais desviamos-nos, pior ainda fazemo-lo sacudindo o capote.
    Só tenho medo do velho ditado " cá se fazem, cá se pagam "

    Bem hajas

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"O recurso ao anonimato é um mecanismo de cobardia e um instrumento de invejas e vinganças, muitas vezes violando a lei. É a transposição para a Internet de um mundo que existe cá fora, mas que até agora ficava dentro da cabeça das pessoas e nas conversas de café."