Sabemos que o "quase-eng" "ex-44" lida mal com a democracia, disparando contra o jornalismo e contra a justiça sempre que pode. Recordemos o que fez com o Jornal da Noite apresentado pela Manuela Moura Guedes, por exemplo...
Mas agora, há uma juíza que aceitou proibir notícias futuras sobre um determinado tema. Se não sabia o que estava a fazer, é grave. Se sabia, é ainda mais grave. Em qualquer um dos casos já devia ter deixado de ser juíza.
Como pormenor ou "pormaior", a juíza que decidiu a providência cautelar de José Sócrates contra o CM foi nomeada por três anos, em regime de exclusividade, em 2009, durante o governo socialista, Ponto de Contacto Nacional da Rede Judiciária Europeia em Matéria Civil e Comercial.
Mas afinal, a defesa do "ex-44" quis acabar com o segredo de justiça do processo e agora que não há segredo, querem fazer eles o segredo??? Mas então nem havia nada no processo, o que é que eles querem proibir de ser divulgado?
Sem imprensa livre não há democracia. Um ex-primeiro-ministro que se orgulhava de não ter saldos bancários, nem rendimento conhecido, enquanto ostenta um padrão de vida que só ganhos milionários poderiam suportar, tem de ser alvo do escrutínio mediático.
Os cidadãos têm o direito de saber se a riqueza tem origem lícita ou ilícita. Seja Ricardo Salgado, Paulo Portas, Dias Loureiro, Armando Vara ou outros.
Aguardo com expectativa a chegada ao poder da esquerda que é sempre tão lesta a contestar o fascismo e o défice democrático. Será que vamos ter uma vigília destas???
Permitam-me que partilhe um conselho ao "ex-44"...
«Não, José, não! Lembra-te que és inocente! Lembra-te que o país precisa saber o que te fizeram, como te torturam, como te aplicaram a lei dos homens, como vilipendiaram um homem adulto que governou um país mas perdeu – acontece a qualquer um – a conta dos milhões impagáveis que deve a um amigo altruísta. Não podes impedir as falsidades de serem publicadas! Depois que irás contrariar nas sessões públicas de esclarecimento sobre a “política e a justiça”? O segredo de justiça é obra do Demo, já sabemos, para quê privar os teus seguidores das inverdades processuais que só abonam ao teu martírio, o martírio que é o de um povo? Entendo que ainda não estejas preparado para a tua crucificação – nunca ninguém está, sugiro algum jejum no deserto – mas livra-nos do Mal, José. Carrega a tua cruz como carregaste o destino do país, ombros para cima, queixo para o horizonte. Seremos muitos, depois, José, quanto te ergueres, como Lázaro e as tatuagens da prisão. Deixa-os gritar “Barrabás”. Tu és a Luz. Tu és a Salvação! Tu és quem acabou com a idolatria por falsos ídolos. Tu és Charlie e a Fernanda também. Deixa-os falar, publicar, escrever. Só assim será teu o reino das sopeiras.»



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"O recurso ao anonimato é um mecanismo de cobardia e um instrumento de invejas e vinganças, muitas vezes violando a lei. É a transposição para a Internet de um mundo que existe cá fora, mas que até agora ficava dentro da cabeça das pessoas e nas conversas de café."