“Se querem ouvir-me a pedir desculpas, eu peço desculpas” (via Expresso), disse António Costa numa resposta, no meio de um debate, na Assembleia da República, sob aplausos dos seus (e, imagino, da extrema-esquerda).
Já nem me interessa explicar a esta gente que a gravidade do que ocorreu exigia um pedido de desculpas que não fosse algo referido, de passagem, no meio de uma discussão.
Mas não saber, como qualquer criança de 8 anos sabe (pois ouve-o de quaisquer pais minimamente sensatos), que dizer “se querem ouvir-me a pedir desculpas, eu peço desculpas” não é nenhum pedido de desculpas, isso é de uma ignorância indesculpável.
Aliás..., isto nem pode ser ignorância, é impossível: isto é um completo desprezo e total falta de sentimentos pelas pessoas que estão a sofrer. Atingiu o limite do inacreditável!
Depois de termos visto a agora ex-ministra dizer que o melhor para ela seria ir gozar as férias que não gozou (ao falar sobre mais de uma centena de crianças, mulheres, idosos... portugueses! mortos nos incêndios que ela não soube acautelar/coordenar/gerir)...
Depois de termos ouvido o Secretário de Estado dizer que as pessoas não podem ficar à espera que sejam os bombeiros a protegê-los do fogo (perante idosos que se arrastavam com meios baldes de água - a única com que os seus frágeis braços conseguiam, pais a protegerem os filhos, filhos a tentarem salvar os pais, as casas, os seus meios de sustento, as suas vidas)...
Depois de termos reparado na comunicação ao país (esta preparada e agendada, ou seja, sem sem apanhado de surpresa) do (ainda?) Primeiro Ministro onde o seu esgar de riso esteve presente e tranquilizou todos os portugueses com "isto ainda se irá repetir"...
Ainda tivemos que ouvir um pedido de desculpas daqueles que soam a ameaça???
E se fosses de férias, Costa? Não queres ir viver até "ao fim das tuas vidas" para Paris? Parece que há uns amigos por lá que emprestam mansões de luxo e nós é que escolhemos os acabamentos...
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"O recurso ao anonimato é um mecanismo de cobardia e um instrumento de invejas e vinganças, muitas vezes violando a lei. É a transposição para a Internet de um mundo que existe cá fora, mas que até agora ficava dentro da cabeça das pessoas e nas conversas de café."