14 dezembro 2019

Da superioridade moral da Esquerda(alha)

O Presidente da Assembleia da República nada diz quando a deputada do Livre utiliza a palavra "vergonha", mas insurge-se, retira a palavra e afirma que voltará a fazer o mesmo, quando André Ventura voltar a utilizar o vocábulo.

Trata-se da 2ª Figura Institucional de Portugal, com responsabilidade acrescida por presidir ao órgão mais democrático de Portugal, mas nem isto faz soar campainhas. Está tudo bem...

Está tudo tão bem que a polémica na Televisão Pública, onde a Diretora de Programas, depois de ter boicotado a emissão de uma programa do "Sexta às 9" sobre um tema que poderia beliscar um destacado elemento do PS (exploração de Lítio - João Galambas), ainda alertou a visada de outro programa, por ser amiga pessoal.

Trata-se de uma dirigente de uma Instituição de Ensino onde recebimentos em dinheiro e outras situações estavam a ser denunciadas. Tendo conhecimento, a Diretora de Informação (Mª Flor Pedroso, ilustre defensora de Sócrates e "sus muchachos" durante anos) apressou-se a avisar sobre a investigação jornalística em curso, aconselhando-a a apenas responder por escrito e "não dar a cara".

Afinal, não interessa fazer jornalismo, antes proteger os amigos.

Mas...

Não se passa nada! 

Ai se fosse a Direita a fazer algo semelhante...

Vinha logo o "fascismo" (palavra que não causa embaraço - para não dizer vergonha - ao Sr Ferro Rodrigues) encher a boca da Esquerda(lha) que se agiganta perante estas situações, mas com uma visão altamente redutora e tendenciosa.

Assim não meus meninos, assim acabam por justificar os Trumps (EUA), Bolsonaros (Brasil), Chega (Portugal), Vox (Espanha), Boris Johnson (Inglaterra) e por aí fora.

A malta cansa-se da hipocrisia e cegueira facciosa que assenta numa pretensa "superioridade moral" e que arrasta as Democracias para a sarjeta.

1 comentário:

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"O recurso ao anonimato é um mecanismo de cobardia e um instrumento de invejas e vinganças, muitas vezes violando a lei. É a transposição para a Internet de um mundo que existe cá fora, mas que até agora ficava dentro da cabeça das pessoas e nas conversas de café."