A enclavar desde 2005

«São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim, porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem.»
Professor Agostinho da Silva





06 março 2007

Esse grande filho da Pátria

Sou completamente a favor de um Museu Salazar, ou lá como lhe querem chamar.

Também eu, quero esse museu. Quero um museu que não deixe cair no esquecimento as dezenas, centenas de milhar de vítimas da guerra colonial, que não se esqueça dos deportados políticos para o degredo da Guiné ou de Timor, um museu que nos lembre os mortos do Tarrafal e os que tombaram nas várias revoltas que deflagraram desde 1926 até 1974.

Espero que esse museu tenha uma vitrina para os espanhóis que se refugiaram em Portugal durante a guerra civil e que Salazar mandou devolver a Franco, para que pudessem ser devidamente torturados e eliminados. Quero um museu que tenha lá em lugar de destaque Humberto Delgado, assassinado a tiro em 1965 em Vila Nueva del Fresno pelos PIDES Rosa Casaco, Agostinho Tienza e Casimiro Monteiro.

Um museu assim, ocupar-nos-ia durante horas ou dias. Estou certo que iria vasculhar todas as prateleiras, até encontrar os actos heróicos que levaram à morte (em 1968) de Manuel Agostinho Góis, trabalhador agrícola de Cuba, Alentejo, torturado até à morte pela polícia política salazarista, ou de Herculano Augusto, morto à pancada no posto da PSP de Lamego ou do estudante Daniel Teixeira, morto em Caxias.

Viajaríamos por esses corredores, como se fosse numa máquina do tempo, até encontrar todas as outras vítimas desse regime. E foram tantas, tantas.Um museu assim seria um belo museu, sem dúvida. Ainda melhor se nos lembrasse a magnífica Lei do Condicionamento Industrial, com que Salazar impediu o desenvolvimento do país e nos votou ao atraso tecnológico até hoje. Que visão, que estadista de estalo, esse Salazar.

Um museu que nos lembrasse a privação de liberdade, a ausência de democracia, a menoridade das mulheres, o analfabetismo, esse belo país tão bem representado pela imagem do burro e da carroça, como éramos vistos pelo resto do Mundo.

Acho mesmo que é urgente a constituição de um museu assim.

O meu voto de apoio ao senhor presidente da autarquia de Santa Comba Dão.

Passarei…passarás…passarei…passarás…não, não passarei…e tu, passarás?

- Sim, passarei! Fiz um Doutoramento sobre o sexo dos mosquitos no hemisfério Sul e isso vale uma porrada de pontos!

- Ah…eu não! Os alunos ocupam-me sempre tanto tempo! Ainda por cima tenho faltas! Poucas, mas tenho! O ano passado o meu filho adoeceu…não aguentei…fui-me abaixo…tive mesmo de faltar! De resto nem falto! Eu gosto de dar aulas.

- Gostas? Porra…eu odeio! Mas, prontosss, é o que me saiu na rifa…cá estou! Nem me posso queixar! Foi por não gostar de dar aulas que o meu amigo João me convidou para o Conselho Executivo…e agora, já viste…vou ganhar mais uma batelada de pontos com isso!

- Pois…eu só fui professor! Director de Turma! Tenho alunos com Necessidades Educativas Especiais…tenho de fazer adaptações curriculares…testes adaptados…condições especiais de avaliação…respeitar o seu ritmo de aprendizagem…conciliar com os alunos do ensino regular…mas isso não tem grande importância…não conta nada!

- Ahahahah…

- Vais, então, passar a Professor Titular…

- Oh pá…eu…com tantos pontos, estou a ver é se passo directamente a Ministro!

(via email)

E assim os professores a perderam

A quebra drástica da autoridade do professor dentro da sala de aula tem sido apontada como uma das causas principais da crise do sistema de educação. E o tema da agressão aos professores, que agora ganhou relevância pública, é uma das suas manifestações mais radicais.
Em consequência, nos últimos trinta anos, a profissão de professor perdeu o enorme prestígio social que antes possuia.
.
Embora a mesma quebra de autoridade tenha acontecido com outras profissões, como a de juiz ou mesmo a de médico, e esteja em vias de acontecer com a condição de pai e a de mãe, parece evidente que os professores - especialmente os do ensino primário e secundário - foram as suas vítimas principais.
.
"Tu educarás os Meus filhos; e, para isso, dar-te-ei plenos poderes". Dentro da sala de aula, então, o professor tornava-se uma espécie de papa com um poder que era pleno, supremo e universal e que ele podia sempre livremente exercer. O professor exercia a sua autoridade cumprindo a sua parte no compromisso - educar as crianças e os adolescentes de acordo com a vontade de Deus. E, por isso, ele dispunha de toda a liberdade.
.
A autoridade do professor começou a desmoronar-se quando esta relação foi profanada pela interferência do poder político. Os poderes que lhe eram conferidos passaram agora a vir, dos homens - dos ministros, dos funcionários, dos assessores pedagógicos do Ministério da Educação. E esses poderes eram específicos, detalhados, minuciosos: ensine estas e aquelas matérias, desta e daquela maneira, estabeleça tais e tais relações com os alunos, utilize este método pedagógico, e não outro. Dispondo agora de poderes que eram assim limitados, o professor deixou de ser livre para educar crianças e adolescentes de acordo com aquilo que a sua consciência lhe dizia.
.
E assim os professores a perderam.

Pronto

Já está!!!

Não sei se já vos aconteceu...

... a mim se me aconteceu umas 100 vezes foi o máximo mas, quando bebemos demais parece que o mundo fica inclinado!

Clicar Aqui!

04 março 2007

Boas notícias para a comédia

Sei que estive arredado aqui do botequim por uns dias (muito trabalho) mas com o regresso de Paulo Portas, isto promete...

APERTAR O CINTO, DIZEM ELES

O Governo orçamentou para este ano 956 milhões de euros para despesas com a aquisição de serviços a entidades privadas. A verba regista um aumento de 19 por cento.

Veremos quantas destas entidades privadas têm nos seus quadros nomes ligados ao PS.

Grande Naide Gomes


Melhor que o Ajax

Fosse noutro clube da capital e ESTA NOTÍCIA seria divulgada até à exaustão, merecendo comentários de todo o "bicho careta".