A enclavar desde 2005
«São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim, porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem.» Professor Agostinho da Silva
4 comentários:
Para mim o maoir português de sempre.
Grande professor e filosofo
KP
George Agostinho Baptista da Silva nasceu no Porto em 1906. Viveu em Barca d'Alva (Figueira de Castelo Rodrigo) até aos seus 6 anos. Estudou na Escola Primária de São Nicolau desde 1912. Em 1914 na Escola Industrial Mouzinho da Silveira e completou os estudos secundários no Liceu Rodrigues de Freitas, entre 1916 e 1924.
Dono de um percurso académico notável, de 1924 a 1928, estudou Filologia Clássica na Fac.Letras da Universidade do Porto, tendo concluído a licenciatura com 20 valores. E seguida começa a escrever para a revista Seara Nova até 1938.
Em 1929, com 23 anos, defendeu a sua dissertação de doutoramento a que dá o nome de “O Sentido Histórico das Civilizações Clássicas”, doutorando-se “com louvor”.
Em 1931 partiu como bolseiro para Paris, onde estudou na Sorbonne e no Collège de France. Após o seu regresso em 1933, lecionou no ensino secundário em Aveiro até 1935, altura em que foi demitido do ensino oficial por se recusar a assinar a Lei Cabral, que obrigava todos os funcionários públicos a declararem por escrito que não participavam em organizações secretas (e como, tal subversivas).
Criou o Núcleo Pedagógico Antero de Quental em 1939. Foi preso pela polícia política em 1943. Abandonou o país no ano seguinte (1944) em direcção à América do Sul, passando pelo Brasil, Uruguai e Argentina, no seguimento da sua oposição ao Estado Novo conduzido por Salazar.
Em 1947 instalou-se definitivamente no Brasil, onde viveu até 1969. Em 1948, começa a trabalhar no Instituto Oswaldo Cruz do Rio de Janeiro, estudando entomologia, e ensinando simultaneamente na Faculdade Fluminense de Filosofia. Colaborou com Jaime Cortesão na pesquisa sobre Alexandre de Gusmão. De 1952 a 1954, ensina na Universidade Federal da Paraíba e também em Pernambuco.
Em 1954, novamente com Jaime Cortesão, ajudou a organizar a Exposição do Quarto Centenário da Cidade de São Paulo. Foi um dos fundadores da Universidade de Santa Catarina. Criou o Centro de Estudos Afro-Orientais, e ensinou Filosofia do Teatro na Universidade Federal da Bahia, tornando-se em 1961 assessor para a política externa do presidente Jânio Quadros. Participou na criação da Universidade de Brasília e do seu Centro de Estudos Portugueses no ano de 1962 e, dois anos mais tarde, criou a Casa Paulo Dias Adorno em Cachoeira e idealizou o Museu do Atlântico Sul em Salvador (Baía).
Regressou a Portugal em 1969, após a doença de Salazar e a sua substituição por Marcello Caetano, que deu origem a alguma abertura política e cultural do regime. Desde aí continuou a escrever e a leccionar em diversas universidades portuguesas, dirigindo o Centro de Estudos Latino-Americanos da Universidade Técnica de Lisboa, e no papel de consultor do Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, (actual Instituto Camões).
Em 1990, a RTP1 emitiu uma série de treze entrevistas com o professor Agostinho da Silva, denominadas Conversas Vadias.
Faleceu no Hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa, no ano de 1994.
Um documentário sobre o próprio, intitulado Agostinho da Silva: um pensamento vivo, foi realizado por João Rodrigues Mattos e lançado pela Alfândega Filmes em 2004.
Agostinho da Silva é referenciado como um dos principais intelectuais portugueses do século XX. Da sua extensa bibliografia, destacam-se o livro Sete cartas a um jovem filósofo, publicado em 1945.”
adaptado da Wikipédia
Depois deste, só encontro alguém de semelhante nível no Professor Eduardo Lourenço, felizmente ainda vivo, mas praticamente esquecido pelos sucessivos governos desta República.
Desculpa (JPG) o espaço que ocupei, mas sobre o mestre Agostinho da Silva não consegui resumir mais do que isto.
Sem dúvida,um pensador nato.
Um exemplo!
Já agora, o filho viveu muitos anos e julgo que ainda vive em Stª Apolónia - Coimbra.
Tive algumas coversas e umas minis com a dita personagem (filho).
Há coisas que os genes não enganam...
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