Cheira-me que o P.M. logo mais vá fazer um 3 em 1.
- Substituir as medidas chumbadas pelo Tribunal Constitucional (como o pagamento do subsídio de férias), por outras que revertam para os cofres do Estado o mesmo dinheiro.
Estas medidas serão confundidas com mais austeridade, mas "apenas" visam substituir as que estavam contempladas no Orçamento de Estado para 2012.
- Divulgar formas de reduzir substancialmente as despesas do Estado, de uma forma sustentada, ou seja, com reflexos ao longo dos próximos anos (os cortes nos subsídios apenas se contabilizam nos anos em que vigoram, já o aumento da idade da reforma, o aumento do número de horas semanais e a redução do pagamento - no montante e no tempo, de quem "cair na mobilidade especial", terão efeitos vitalícios), temos portanto, a tão falada reforma estrutural.
Mal necessário? Talvez! Mas numa altura em que a economia não absorve trabalhadores, julgo que será um tiro no pé do tamanho do Mundo, ainda para mais, quando apenas os funcionários públicos são chamados a pagar a crise, quando não foram eles que se contrataram a si próprios...
- Acenar com o tão desejado crescimento económico, explicando mais algumas medidas para estimular a economia e o emprego, no fundo, "dar uma chouriça a quem previamente lhe tirou um porco".
Uma injecção de confiança é urgente, mas não pode aparecer "do nada", terá que ser concertada a nível europeu (com a ajuda do FMI, claro!), pois todos os analgésicos que se possam dar a um doente em estado grave, apenas lhe aliviam o sofrimento de uma forma ilusória.
Como eu gostava de estar errado...
Sem comentários:
Enviar um comentário