A enclavar desde 2005

«São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim, porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem.»
Professor Agostinho da Silva





10 setembro 2013

Finalmente as fotos (algumas...)

Os últimos retoques mesmo antes da chegada dos convidados 
Tudo pronto...

 Relvado impecável...
 Os primeiros craques a entrarem em campo...

 A assistência "em pulgas"...
 O momento oficial da inauguração...
 A bandeira não queria sair :)
 Finalmente, lá ficou para a posteridade.

13 comentários:

Anónimo disse...

Só foi pena o foguetório!
Uma desnecessidade e inconsciência em plena época de incêndios!!!

Buxexinhas disse...

Muitos parabéns a todos! Infelizmente, não pude estar presente... :) Beijinhos

Ana disse...

Espectáculo! Parabéns;)

Anónimo disse...

Acho pertinente a referência do anónimo aos foguetes, para mais numa altura propicia a incêndios.
Vivo em Santa Eufémia e apercebi - me dos foguetes, por sinal bem incomodativos, que só agora associo a esta festa.
Só mesmo neste país para não se fazerem festas sem foguetes!!!Já estive noutros países e nunca vi esta pacovice.
depois vêm falar no flagelo dos incêndios.

Super-febras disse...


Muito me alegra que o fogo, utilizado numa festa tao importante como a que se celebrou para marcar uma nova era, um novo comeco de tao necessaria infraestructura para a populacao de Ribeira de Frades, tenha sido de tal estrondo, calibro e gabarito, que ate' apavorou algumas almas mais melindrosas nas terras altas e longincuas como as de Santa Eufemia. Como as coisa mudam, garanto-lhe Sr. Gaspar que a trinta e poucos anos nao havia ninguem nessas paragens que tivesse medo aos foguetes ou que com eles se impertinasse. Os Martinho, os Valeu, os Banaco, os Felix, os Santos e tantas outras familias que por ali tinham os seus humildes lares eram alem do mais e acima de tudo grandes Ribeirenses e grandes bairristas e como tal seriam eles os primeiros a descer a Santiago com grande exuberacao nao so para agradecer a todos os que fizeram parte de tao reverente e necessario projecto mas tambem para compartilhar da alegria, da honra e do orgulho que toda a comunidade Ribeirense, tal como eu, com toda a certeza e com toda a forca sentiu este passado Domingo. A mim , a cinco mil quilometros de distancia so me resta ...

Traz... Traz... traz...traz...traz...puum...puuumm...puuuummmm

JPG disse...

Se os foguetes são desnecessários e podem ser perigosos, concordo!

Mas a vida tem muitos riscos e o que será da nossa memória colectiva se nos tirarem todas as tradições?

Mas isto seria uma discussão mais abrangente, digo eu.

Relativamente aos foguetes lançados no Domingo, foram realmente em época de incêndios, mas julgo que numa zona de baixo risco (perto do rio Mondego, onde além de haver muita água perto, os arrozais impediriam que qualquer sinistro alastrasse).

Penso eu de que...

Anónimo disse...

Foram lançados 3 foguetes!!! Que grande drama e na zona que foi, que é a mesma onde normalmente se deitam os foguetes da Festa de N.ª Sr.ª da Nazaré, parece-me que estão a tentar desviar as atenções do que realmente é importante e a dar relevo ao acessório.Força RIBEIRENSE.

Anónimo disse...

Não está em causa a quantidade de foguetes nem , muito menos o mérito da festa, mas antes a mentalidade que os comentários aqui vertidos expressa.
É típico do povo português!
Por outras palavras, é proibido genericamente lançar foguetes em época de Verão e esse comportamento dá coima, mas quando somos nós há sempre uma razão, por muito válida que nos possa parecer, que o justifique ( PASME - SE O RIO ATÉ FICA PERTO E ATÉ É TRADIÇÃO E OS ARROZAIS IMPEDIAM A PROPAGAÇÂO DO SINISTRO!!! ).E são estas mesmas razões que justificam que se pague um copo á força da autoridade para não fiscalizar e consequentemente não registar o auto.
A discussão é profícua e a ser levada a cabo com clarividência e sensatez evitar - nos - ia, e quando digo a nós, refiro - me ás comunidades onde vivemos, muitos problemas.
E volto a frisar que não estão em causa estes três foguetes ou os outros das festas religiosas.
Por exemplo quem garante aos autores de tão tradicional façanha - fazer barulho pacóvio através de pólvora lançada ao ar - que esse mesmo barulho não incomoda terceiros ( pessoas doentes, acamadas , ou que por terem horários de trabalho diferentes a essa hora necessitam de descansar, estudantes, etc, etc.)?
São os chamados direitos colectivos que na nossa sociedade a cada momento são constantemente desrespeitados. É o cão que ladra constantemente, é o jovem que acha bonito andar nas ruas a fazer um barulho ensurdecedor com mota, são os dejectos de cães nos espaços públicos, especialmente passeios, etc,etc.
Quem atenta contra estes valores que deviam ser essenciais do viver em sociedade , higiene e segurança, sossego, etc. nunca cuida de saber se está a ofender outrem que vive ao seu lado.
O ilustre autor deste sitio que tanto viaja pelo estrangeiro, que diga se também lá vê este constante desrespeito.O que interessa, como refere aquele comentador a cinco mil quilómetros de distância, é que haja barulho.
faça - se barulho e bebam - se uns valentes copos para ao chegar a casa dar uma sova na mulher!!!
É tradição!!!
Pacovice pura!
Enquanto não mudarem estas mentalidades nunca almejaremos ser um país civilizado.

Anónimo disse...

Acho piada a essa opinião acerca dos desejos dos emigrantes.
Nos países ondem trabalham têm de ser civilizados, chegam a Portugal e voltam a reafirmar os seus instintos mais primários.
É pena mas é mesmo assim ( é como um emigrante vizinho meu que em férias coincidentes com o meu trabalho, ás duas da manhã, mantem a música em altos berros e quando interpelado afirma da sua sabedoria, mas eu estou de férias!!!
Mas a mim nem me incomodam os emigrantes, o que verdadeiramente me surpreende é colectivamente não conseguirmos evoluir para graus de exigência e respeitabilidade similares aos demais países da Europa, precisamente onde muitos emigrantes vivem e trabalham.
Ainda nós queremos ser levados a sério pela Europa do norte!!!
Mas

Super-febras disse...

Eu quase que apostava que nao foi nenhum emigrante portugues (e se foi, desde ja' os meus parabens pela audacia a ele ou a ela)que desejou e atirou os tais foguetes, por isso concluo que certas tradicoes tem valor nao so para aqueles que partem mas o tem e perduram (e muito bem) naqueles que ficam. Outro erro sera pensar que isto de deitar foguetes e coisa de Portugues antiquado, pois onde vivo tambem e usual deitar foguetes, se bem que mais raro. Basta viajar para qualquer pais do "Common-Wealth" Britanico por exemplo na data de nascimento da Rainha Victoria para se aperceber disso mesmo. Foguetes que sao atirados por qualquer um que queira a sua porta de casa mesmo no caso de um pais como o Canada em que as casas sao construidas de madeira e os telhados na maioria sao "Shingles" - placas de cartao barradas de alcatrao. Pior erro e' pensar que os outros povos sao mais civilizados que nos Portugueses. Conheco gente de todo o mundo praticamente , vivo nos suburbios de uma cidade multi-cultural e multi-racial, posso afirmar que nao temos razoes para nos envergonhar e temo-las bem grandes para nos honrar. Somos na maioria bem educados, trabalhadores, bem sucedidos e sempre prontos a tudo fazer perante as outras comunidades para representar bem os amigos e familiares que deixamos atraz, enfim a nossa Patria. Somos e comportamonos como civilizados ha muito tempo, Catarina de Braganca, uma princesa Portuguesa que foi rainha da Inglaterra, da Escocia e da Irlanda desde 1662 ate 1705 nao so' la' introduziu a mania do cha' das cinco como o uso do talher a mesa pois a corte ainda comia com as maos. (Faca-se notar que estes paises sao la ao norte)
E nao, nos paises onde trabalhamos nao temos que ser civilizados pois ja o eramos, causa de quase 900 anos de historia, agora garantovos que como emigrantes o que temos que ser, isso sim , e' tolerantes. Na TOLERANCIA nao se mudifica a maneira de viver do outros mas sim aceitam-se as suas diferencas.
Com vossa licenca... - Nem mas nem meios mas.

Tea anyone?

JPG disse...

Concordo com o que escreveu, mas desculpe lá (acho que te vou tratar por "tu", afinal se não estou enganado o caro "SuperFebras" é irmão de duas moças minhas amigas com quem cheguei a passar férias e as nossas famílias conviviam bastante e às tantas ainda andei ao teu colo ou a jogar à bola) que essa última frase é que não está com nada.

Então tanta "tugalidade" e depois perguntas se queremos chá?

A esta hora (cerca das 11 da manhã), "tuga" que se preze "marcha" uma bifana e um branco traçado ou uma mini preta.

Ehehe

Abraço!

JPG disse...

Ilustre, eu? Obrigado mas não sabia...

A discussão faz sentido porque extravasa os foguetes e vai muito além da "troika" lançada no Domingo (confesso que estranhei, pois sabia ser proibido e não os contei).

Sobre os nossos maus hábitos culturais, não são visíveis em outros países melhor posicionados na OCDE.

No entanto, acredite ou não, os nossos emigrantes quando regressam a Portugal nas merecidas férias têm saudades dos foguetes, dos cães nas ruas e até do barulho das motas.

Faz sentido? Provavelmente não, mas é um saudosismo que nos faz sentir vivos e pertencer a algo comum - uma sociedade.

A mesma que nem sempre respeita que resolve estudar em dias de festa, mas outras vezes se preocupa com doentes terminais e situações de luto, chegando a desligar a música, ou mesmo adiar festejos (acontece amiúde em várias terras).

Pessoalmente, acho que devemos aproximarmo-nos de outras sociedades, imitando-lhes as boas práticas, mas sem esquecer a portugalidade que é tão nossa e da qual todos nós (quero acreditar) temos um secreto orgulho - sim, mesmo do prevaricar aqui e ali.

A discussão não se podia ficar por aqui, pois parece que estou a pedir "sol na eira e chuva no nabal". Afinal dizemos mal de atitudes "pouco evoluídas" mas sentimos saudades delas.

Nós os humanos somos estranhos!

Anónimo disse...

O Pica Miolos pode escrever alguma coisa?