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«São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim, porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem.»
Professor Agostinho da Silva





09 março 2014

Bom cá vou eu ser polémico outra vez...

Ouvi na rádio que a esquerda e a direita parlamentares se dividiram quanto ao pagamento de taxas moderadoras nos actos médicos praticados nem abortos por decisão da mulher - conhecida por Interrupção Voluntária a Gravidez - IVG.

Cada caso é um caso, mas se tantas pessoas são acometidas por doenças pelas quais nada fizeram para as desenvolver, não será justo que quem opta por fazer um aborto, deva também comparticipar nas despesas médicas, desde que tenha recursos para tal?

Ou seja, se me der uma apendicite aguda, pago o internamento, medicação, exames, episódio de urgência, etc.

Mas com a lei actualmente em vigor, se uma mulher decidir fazer um aborto, todos os cuidados médicos prestados são universalmente gratuitos.

Concordam???

6 comentários:

Ana disse...

concordo contigo, acho que se devia pagar.

Lia disse...

Também acho que devia ser pago.

Super-febras disse...

Pago já o era no tempo do Salazar e Caetano, vasta perguntar às mulheres de topo da nossa paróquia a quem a minha mãe socorria às tantas da noite para não se vazarem de sangue.
E as pobres como é que fazem? Continuarão a gravidez para serem depois expulsas da igreja como já aconteceu na nossa Ribeira?
Não terá a mulher direitos, quando violada ,quando em perigo de vida, quando sabe que o seu feto está a ser gerado deformado, por exemplo? Porque é que só se há-de dar esse direito aos ricos?

JPG disse...

Acho que podemos estar a confundir várias coisas: uma é a despenalização da interrupção voluntária da gravidez. Essa foi conseguida através de um referendo e ninguém é punido legalmente por decidir abortar.

Outra são as situações de violação ou onde está em risco a saúde da mãe ou do feto, onde todas as despesas são suportadas pelo serviço nacional de saúde.

Outra ainda - aquela a que faço referência no post - tem a ver com o facto de quem decide abortar, sem ser por violação ou risco de saúde para si ou para o feto, o poder fazer sem pagar um tostão, o que leva muitas mulheres a negligenciarem um dom que a natureza nos deu - a maternidade.

Como se trata de uma decisão pessoal, penso que deve ser paga, pois se até os imponderáveis (se formos na rua e tropeçarmos, temos que pagar o Raio-X e o gesso do pé partido) são pagos, porque não hão-de ser as decisões tantas vezes inconsequentes?

Abraço!

Super-febras disse...

Nesses termos o assunto passa a ser discutivel.
E deve se-lo.
Com direitos iguais para todos.
Secularmente.
Evitando os abusos.
Acabando com a imprudencia atraves da educacao. Ai' entras tu.

JPG disse...

Eheheh