Em 2011, a história duma jovem afegã violada correu o mundo e sensibilizou muitos. Até que ficou esquecida...
Agora já adulta, está grávida do terceiro filho do seu violador, na casa que partilha com ele e a primeira mulher deste, que também é sua prima.
Uma história rocambolesca, mas que parece ser aquela que mais sentido faz na cultura afegã.
Em 2011, ainda adolescente, foi violada pelo marido da prima e engravidou.
Como aconteceu no Afeganistão, Vítima de um crime, foi condenada à morte por ter cometido adultério com um homem casado.
Face à pressão internacional, a jovem no corredor da morte acabou por dar à luz na prisão e ver a sua vida poupada pelo presidente afegão, que lhe concedeu um indulto.
Mas, o esforço de vários grupos de ativistas não conseguiu «tirá-la» do Afeganistão.
A rapariga teve que casar com o violador, que agora tem duas mulheres na mesma casa, primas, e quase uma dezena de filhos das duas.
Ao fim deste tempo, a mulher reconheceu à CNN que não foi esta a vida que desejou, mas que «está bem» e «já não pensa nisso». Conformada, fê-lo pela sua filha que é agora uma menina que corre pela casa junto com todas as outras crianças.
É esta a sociedade afegã.
Estigmatizada, abandonada pela família, é prisioneira na sua própria casa.
O preço da vida.
1 comentário:
Às vezes, queixamo-nos sem razão. Este mundo é tão injusto!
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