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«São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim, porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem.»
Professor Agostinho da Silva





06 julho 2012

Sobre os subsídios de férias e Natal

Partindo do princípio que:

- As contas públicas estava péssimas
- Pedimos ajuda internacional para evitar a "banca rota"
- É necessário um ajustamento nas finanças nacionais
- Não há ajustamento sem sofrimento (impostos, cortes, etc...)
- Durante muito tempo os funcionários públicos (não todos) tiveram melhores regalias que os privados (sistema de assistência na doença, garantia de emprego, etc...)

Propunha que:

- Os funcionários públicos "abdicassem" (à força) de metade do subsídio de férias e metade do subsídio de Natal
- Os funcionários do sector privado, ficariam sem 25% do subsídio de férias e 25% do subsídio de Natal

Deste modo:

- A distribuição dos sacrifícios era mais equitativa (o Tribunal Constitucional talvez aceitasse)
- Os funcionários públicos não se sentiriam tão desmotivados e discriminados
- Os funcionários do sector privado ainda contribuiriam apenas com metade do sacrifício dos funcionários do Estado
- Atendendo a que os funcionários do sector privado são muito mais, o encaixe financeiro com estas medidas (que se esperam excepcionais), ainda renderiam mais às finanças nacionais

3 comentários:

Anónimo disse...

Não sei se erro ao dizer que estes juízes julgaram em causa própria, uma vez que também estavam em causa os subsídios deles mesmos. E é pena que a equidade não seja aplicada nos salários e outras regalias, ou seja, todos os profissionais com a mesma categoria deviam receber o mesmo, quer seja no publico ou no privado. Isto também não põe em causa a equidade entre os 2 sectores?

Também nos casos de no mesmo agregado familiar existirem 2 funcionários públicos ou mesmo do privado, essa situação deveria ser tida em conta e o corte ser efectuado em menor percentagem. Assim, como o número de filhos menores.

JPG disse...

Talvez concorde, pois desta vez doeu-lhes no pêlo.

Não será fácil conseguir uma equidade total, pois dentro do sector público há divergências e então no sector privado nem se fala...

Ou seja, há sempre situações de favorecidos e o inverso.

Mas se olharmos para a média, julgo que seria justo aplicar 50% a uns e apenas 25% ao outros.

Digo eu, assim a olho nu...

Anónimo disse...

Era uma boa saída, mas o mais certo é cortarem os dois subsídios aos 2 sectores e o estado ainda fica a ganhar. Vamos ver