Ontem, numa rua movimentada da cidade, reparei num homem de cerca de 40 anos, com dois pequenos pela mão (um menino, com cerca de 5 anos e uma menina talvez com 7 anos).
Até aqui nada de especial, mas atendendo que se tratava de um invisual e os passeios da rua não eram propriamente seguros (atendendo à irregularidade do piso, ao movimento constante e rápido de carros e autocarros e aos obstáculos - automóveis parados no passeio, obras...), a tarefa era arriscada.
Iam os 3 de mãos dadas (o pequenito no meio e o adulto com a bengala na mão esquerda, sempre a tentar perceber o que podia ser perigoso, daí ir do lado da estrada, protegendo desta forma os pequenos).
Inicialmente fez-me muita confusão, pois por momentos fechei os olhos e tentei ser eu a levar o meu filho naquelas condições. Tremi! Sentir-me-ia perdido, em pânico por não poder defender o meu bem mais precioso.
Mas ao continuar a olhar mais atentamente, reparei que a família (suponho eu), caminhava feliz e complementavam a sensatez do adulto com a visão dos meninos, mostrando que os nossas limitações podem ser ultrapassadas com determinação.
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