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«São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim, porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem.»
Professor Agostinho da Silva





05 outubro 2013

Grandes vidas

Ontem, numa rua movimentada da cidade, reparei num homem de cerca de 40 anos, com dois pequenos pela mão (um menino, com cerca de 5 anos e uma menina talvez com 7 anos).

Até aqui nada de especial, mas atendendo que se tratava de um invisual e os passeios da rua não eram propriamente seguros (atendendo à irregularidade do piso, ao movimento constante e rápido de carros e autocarros e aos obstáculos - automóveis parados no passeio, obras...), a tarefa era arriscada.

Iam os 3 de mãos dadas (o pequenito no meio e o adulto com a bengala na mão esquerda, sempre a tentar perceber o que podia ser perigoso, daí ir do lado da estrada, protegendo desta forma os pequenos).

Inicialmente fez-me muita confusão, pois por momentos fechei os olhos e tentei ser eu a levar o meu filho naquelas condições. Tremi! Sentir-me-ia perdido, em pânico por não poder defender o meu bem mais precioso.

Mas ao continuar a olhar mais atentamente, reparei que a família (suponho eu), caminhava feliz e complementavam a sensatez do adulto com a visão dos meninos, mostrando que os nossas limitações podem ser ultrapassadas com determinação.


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