A enclavar desde 2005

«São meus discípulos, se alguns tenho, os que estão contra mim, porque esses guardaram no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de se não conformarem.»
Professor Agostinho da Silva





12 janeiro 2016

Os jornais "tugas" estiveram bem!!!


Durante o dia falei com os meus amigos sobre David Bowie e é como se estivéssemos a falar de pessoas diferentes.

Como se chama a um artista que consegue aparecer junto de cada espectador como se aparecesse e cantasse só para ele?

Um génio.

Bowie era um génio. Era um génio com um jeito desconcertante para parecer normal.

Por isso era tão descaradamente artificial. As invenções dele nunca escondiam, nem por um segundo, a invenção. Escondiam era o inventor: ele.

Bowie gostava de fingir que não havia ninguém de especial por baixo daqueles fatos. Que era uma pessoa como qualquer outra.

Mas não era. Bowie era especial. Bowie era um génio musical.

Bowie era um génio antigo que sabia que a música não chega. É preciso um mistério. É preciso espectáculo. É preciso incompreensão.

Bowie sabia espalhar a confusão. Espalhando a confusão deixa crescer as fantasias de cada espectador. Cada um fica com a liberdade de completar Bowie, de fazer um Bowie pessoal, só para ele.
(in MEC)

2 comentários:

SuperFebras disse...

Olá João Pedro

Um genial compositor.
Um genial cantador.
Um genial "front-man" em palco. Assisti e fotografei ( infiltrando uma Contax e uma tele-objectiva em caixas de utensílios sanitários de senhora transportadas nas malas de uma amiga e da minha esposa) oseu espectáculo na turnê " de 1983 e na turnê de 87 ( Glass Spider Tour) se não estou em erro. Da última, o maior e mais elaborado espectáculo até à época, gostei, apesar de não ter ido ao espectáculo sómente para ver Bowie mas sim para presencear Peter Frampton , guitarrista da turnê, assim como no primeiro para ver o para mim o maior de todos na guitarra, Steve Ray Vaughan, o guitarrista responsável pelos " riffs" no álbum " Let's Dance" especialmente no tema com o mesmo no e também no tema "China Girl"e talvez a razão do grande êxito do álbum.
Um homem apenas. Muito bom gerente da sua carreira e carteira mas acusado de muito mal tratar os seus músicos, especialmente financeiramente, razão pela qual todos acabavam por abandonar as turnês sem acabar os contratos tal como Frampton e SVR.
Não esquecer que foi responsável pelo declínio abismal dos Queen na cena Rock nos anos 80 fazendo-os passar para a cena disco. Apesar de se continuar a ouvir Bowie nas estações de rock através dos anos 80/90 no norte da América os Quenn quase desapareceram na totalidade até à morte de Mercury.

Um abraço
Álvaro José

JPG disse...

O nosso amigo comum (Carlitos Gil) também assistiu ao seu concerto em Alvalade, mas infelizmente para ele, o grande Peter Franptom não actuou...

Abraço!!!